Construir uma namorada

É uma pena quando isso acontece, mas sempre que você conhece o cara perfeito, há uma boa chance de que ele já esteja apaixonado 'pela mulher errada'. Você pode saber que ele é o homem que você deseja e pode estar convencido de que pode ser uma namorada muito melhor do que a irritante namorada presente. Ter uma namorada pode ser uma coisa muito boa, divertida e empolgante, mas só se você estiver pronta. A fim de determinar se você precisa de uma namorada, você deve considerar todas essas coisas primeiro. ... Como construir um relacionamento com um marido ou esposa. Como melhorar um relacionamento. Namoro Saiba tudo sobre Namoro com a Categoria Namoro do wikiHow. Aprenda Como Encontrar Assuntos para Conversar com seu Namorado, Como Excitar uma Garota com Palavras, Como Manter a Conversa Telefônica Fluindo com a Sua Namorada e muito mais com instruções passo-a-passo úteis com fotos e vídeos. Como Conseguir uma Namorada. Você pode até achar que conseguir uma namorada é uma tarefa hercúlea, mas não é bem assim! Não desista. Comece por conhecer mais garotas em grupos de estudos, eventos e por meio de seus amigos. Em seguida, seja... Ser uma boa namorada significa atender às necessidades de seu homem, não apenas com suas palavras, mas com suas ações. Uma boa namorada sabe o que o namorado quer e faz todo o possível para fazê-lo feliz. É claro que você precisa se sentir à vontade com seus desejos e necessidades, que devem ser adaptados aos seus próprios valores, mas terá que se comprometer e, pelo menos ... Tem até uma pesquisa que diz que a cada três casais, um se conheceu virtualmente. E pra mim o melhor lugar para você encontrar uma namorada é nas redes sociais. Porque lá você pode encontrar todo tipo de mulher, e se gostar de alguma pode seguir, interagir e puxar assunto. Eu, por exemplo, sou casado com uma mulher que conheci no Instagram. 10. Definir uma meta conseguir uma namorada. Se um cara ambicioso você pode certamente fazer qualquer garota como você e pode obter facilmente namorada. Homem sem uma meta não é nada e meninas não considerá-los. Quando se trata de conseguir uma namorada tentar fazê-la perceber que você é um homem ambicioso e de definir suas prioridades.

Como fazer amigos?

2020.08.30 18:47 WalitaPhilipps Como fazer amigos?

Me sinto solitario, a ideia de arrumar uma namorada n sai da minha cabeça carente e me incomoda o fato de uma parte da minha cabeça querer namorar do nada sem eu nem ter tantos amigos assim.
Como construir novas amizades pela net? atualmente chego do trampo e vou direto pro pc jogar ou ver filme, queria dar um jeito de conhecer novas pessoas, mas ser introvertido é uma merda real demais.

Eu até to gostando de uma mina e suspeito q talvez seja reciprocro (ela gosta de alguém mas n quem é) e eu simplesmente n tenho ideia de como puxar assunto com ela . . .
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2020.08.06 06:08 denesfernando Sou Babaca Por Querer Que O Namorado Da Minha Amiga Não Passe Mais A Quarentena Aqui E Volte Pra Casa Dele?

Olá Luba, editores, gatas e Turma. Essa história que vou compartilhar aqui é recente, ainda estou tratando em terapia, mas ela começa um pouquinho lá atrás.
Um ""pouco"" de background para situar a todos de onde tudo isso começou.
Em 2013 comecei namorar um cara que vou chamar de Karen, por ele ser muito, mas muito CUSÃO (inclusive, ele se parece muito com você Luba e por vocês serem tão idênticos, eu passei um bom tempo sem assistir o canal, pois não conseguia te ver sem lembrar dele). Mas, enfim, em 2015 ele e o grupo da faculdade dele decidiram morar todos juntos em uma casa perto da faculdade, pois estava exaustivo para todos trabalharem em pontos distintos da cidade (São Paulo, para se alguém quiser se situar).
Então, em janeiro de 2016, eles se mudaram e eu ia para lá aos fins de semana, até que acabei me mudando para a casa em Junho do mesmo ano, no dia do meu aniversário.
Pois bem, foi uma fase horrível da minha vida por causa do meu ex, terminamos em maio de 2017 e tive que sair da casa. Esse meu ex era um abusador, um aproveitador, a pior pessoa que eu poderia ter conhecido na minha vida. Os abusos psicológicos que ele cometeu comigo, afetaram totalmente minha confiança e em como eu viria a me relacionar com outros caras, fora as crises de ansiedade que eu arrasto até hoje.
Mas então, eu fiquei amigo dos amigos dele da faculdade e em especial da Karls que virou minha melhor amiga.
Em 2017 eles terminaram a faculdade e em 2018 o contrato da casa venceu e eles finalmente poderiam se mudar, áquela altura ninguém suportava mais olhar pra cara do Karen.
Então, foi nesse momento, que a Karls e o Akarls me chamaram para vir morar com eles numa nova casa. Sem o Karen. E hoje nós três vivemos como uma família feliz com os nossos pets.
2019
Eu conheci um cara, eu vou chamar ele de Lars.
Lars e eu começamos a trocar mensagens, se conhecer, nos aproximarmos. Até então, antes dele, todos os outros caras que eu acabei ficando, não davam certo, (tem muito gay problemático nessa cidade). Mas Lars foi diferente, conforme nos conhecíamos, ele ia transpondo todas as muralhas que eu usava como defesa, pois meu maior medo seria voltar para um relacionamento abusivo, tóxico e doentio.
Com o Lars eu fui bem devagar, realmente queria conhecer ele, pra ver se o que eu estava sentindo era o certo e se ele não iria me fazer mal.
Nesse tempo conhecendo ele, eu desabafava com Karls todas as minhas inseguranças, pois ela tinha vivido todo o meu drama com o meu ex, ela sabia dos meus medos, receios, inseguranças em me relacionar com alguém e ela me dava todo o apoio, pra poder voltar a acreditar e saber que nem todo mundo é igual o Karen, que na verdade eu dei azar com o Karen, mas que não seria assim de novo.
Depois de tantos embates sobre minhas agruras eu acabei me desarmando e me permiti começar algo com o Lars.
Um mês e meio depois, finalmente decidi trazer ele em casa, para conhecer meus amigos e 😏.
Então, foi nesse fim de semana de novembro de 2019 que coisas aconteceram.
Depois de ficarmos, acabei aceitando os meus sentimentos por ele, pensei que depois de tanto tempo solteiro, passando por aventuras fracassadas com pessoas que não se encaixavam, onde a química só proporcionava uma reação inicial. Ali estava talvez o momento de poder compartilhar momentos com alguém.
Mas aquele início de sonho desmoronou muito rápido. No domingo quando ele estava pra sair para trabalhar, Lars me contou que iria para o Beto Carrero com um amigo. Fui pego de surpresa, pois ele não havia mencionado nada nas nossas conversas durante a semana.
Na época, Lars trabalhava como bartender numa cafeteria e reclamava de trabalhar muito, não ter finais de semana livres e só folgar nas segundas-feiras.
Como não tínhamos oficializado nada, nossa primeira vez foi na noite anterior e o fato de estar disposto a querer começar a construir uma relação tinha sido algo que eu havia arrazoado no meu coração, achei absurdo demais eu questionar porque ele não tinha me falado nada antes.
Tudo bem, ele iria no Beto Carrero com um amigo, logo após sair da cafeteria. Pegaria o ônibus na estação do Tietê no domingo a noite, passaria o dia no parque, já que a folga seria na segunda, e na segunda a noite ele voltaria e iria trabalhar na terça-feira de manhã. Eu, pelo menos, imaginei que seria assim.
Na segunda-feira, eu fui trabalhar normal, vi as fotos dele no Beto Carrero, os stories no Instagram aparentemente nada de estranho, mas a primeira coisa que me chamou a atenção foi o fato dele não ter postado um único story com o amigo, mas até aí, se eu encucasse com isso, seria uma atitude tóxica e eu não queria isso. Numa relação deve existir confiança.
Nós não nos falamos o dia inteiro, pois eu não iria ficar o importunando num passeio como aquele, que ele aproveitasse o máximo possível. Foi quando às 18:00 eu resolvi mandar uma mensagem para ele, já que eu estava saindo do trabalho.
A mensagem era mandando um "oi" e desejando que ele tivesse se divertido bastante e fizesse uma viagem tranquila de volta.
Foi quando ele me respondeu que não voltaria aquela noite, que ele iria para Balneário Camboriú com o amigo passear de barco. Eu fiquei completamente sem reação, foi um choque. Ele só reclamava de como o trabalho explorava ele, não era flexível e do nada, de uma viagem totalmente espontânea que aconteceu aleatoriamente pra aproveitar um dia de folga num bate e volta, surgiu uma folga no dia seguinte.
Eu não tive como não ser arrastado de volta para os tempos do Karen, onde eu fui trouxa por anos, onde ele matava aula pra transar na escada da faculdade, dizia que ficava até mais tarde no serviço pra não pegar trânsito, mas na verdade ia para dates furtivos de apps de pegação (inclusive tenho uma história ótima com relação a isso da época do Karen), enfim, meu cérebro e meu coração ligaram o sinal vermelho, as sirenes começaram a zunir no meu ouvido, a última coisa que eu queria era ser enganado como fui na minha última relação.
Voltando, Lars não falou mais nada depois disso, fui pra casa naquele dia. Na terça-feira de manhã, outro sinal de alerta, não tinha nenhuma mensagem no celular. Isso poderia ser irrelevante, se a gente não tivesse passado o último mês e meio, trocando várias mensagens e memes da hora que acordava até a hora de dormir. Me senti mal, a conversa tinha morrido da noite para o dia, fiquei angustiado, pois eu estava começando a gostar dele e aquilo mudou da noite para o dia.
Terça-feira se foi, ele em Balneário Camboriú, fotos e stories no Instagram se seguiram e nada desse amigo misterioso.
Finalmente, a noite ele estava voltando e mandou uma mensagem dizendo que estava exausto, mas estava voltando. Nesse momento, minha mente já tinha formulado mil e uma histórias, mas resolvi ser prudente, apesar da angustia que estava sentindo.
Foi difícil dormir aquela noite, na manhã seguinte, ele mandou uma mensagem dizendo que havia chegado, estava exausto, mas estava indo trabalhar.
Nossa conversa, já não era a mesma, algo tinha mudado, as palavras ou a ausência delas são um termômetro para o coração, escrever para outra pessoa é um ato de conexão e o nosso elo havia se rompido.
Foi quando resolvi confrontá-lo.
Segue abaixo a conversa no whatsapp:
[28/11 11:56] Denes: Desculpa, Lars.
[28/11 11:56] Denes: Eu não sei de fato o que aconteceu
[28/11 11:56] Lars: Pelo o que ?
[28/11 11:56] Denes: mas desde terça que eu sinto que nossa conversa morreu
[28/11 11:56] Lars: :(
[28/11 11:56] Lars: Eu que peço desculpas
[28/11 11:57] Denes: se vc puder me dar uma luz
[28/11 11:57] Lars: Questão de conversa tbm não sei ... :(
[28/11 11:58] Lars: Não quero ser cuzao contigo
[28/11 11:58] Denes: me diz o que tá acontecendo
[28/11 11:59] Lars: Gosto olhando no olho
[28/11 11:59] Lars: Gosto de vc
[28/11 11:59] Denes: talvez não haja olho no olho se eu não entender o que está acontecendo
[28/11 12:00] Denes: eu tb descobri que estou gostando de vc
[28/11 12:00] Denes: descobri de uma maneira bem ruim
[28/11 12:00] Denes: só quero que vc me diga
[28/11 12:00] Denes: sem medo
[28/11 12:02] Lars: Eu recebi uma ligação de alguém antes de viajar que me deixou balanceado
[28/11 12:02] Denes: prossiga
[28/11 12:02] Lars: Não gosto da ideia por aqui
[28/11 12:03] Lars: Mas tá bom ...
[28/11 12:03] Denes: por favor, agora que começou, não pare
[28/11 12:03] Lars: Pouco antes de conhecer vc eu tinha acabado um relacionamento ...
[28/11 12:03] Denes: hum
[28/11 12:04] Lars: E tipo ainda algo que me deixa balançado e tal ...
[28/11 12:05] Denes: entendi
[28/11 12:05] Denes: ah...
[28/11 12:05] Lars: E tipo não quero mentir pra vc
[28/11 12:05] Lars: Nem ser um cuzao contigo me entende
[28/11 12:05] Lars: Quero ser sincero sempre
[28/11 12:05] Lars: Não só com vc mas comigo mesmo
[28/11 12:06] Denes: então, o livro de Harry Potter que está com vc, foi um presente de um amigo meu que faleceu esse ano, será que posso pegar com vc na catraca amanhã da Santos Imigrantes
[28/11 12:06] Lars: Sim ... Claro ... Mas queria conversar mais com vc pessoalmente
[28/11 12:06] Lars: Se não se importar
[28/11 12:07] Lars: Tenho um presente pra vc
[28/11 12:07] Denes: eu vou me importar
[28/11 12:07] Denes: por favor, sem presentes
[28/11 12:07] Lars: Tudo bem :(
[28/11 12:09] Denes: amanhã as 8:30 te encontro na Catraca
[28/11 12:09] Lars: :( eu lhe entendo sabe ... Mas confesso que gosto de vc e queria que vc permanecesse na minha vida independente de qualquer coisa
[28/11 12:09] Denes: não será possível
[28/11 12:09] Lars: Tudo bem eu entendo vc ... :(
[28/11 12:09] Lars: Me desculpa
[28/11 12:10] Denes: te encontro amanhã na catraca sem falta
[28/11 12:21] Lars: Hj vc sai que horas do trabalho?
[28/11 12:24] Denes: Desculpa, Lars. Mas eu só pretendo te encontrar para pegar o meu livro. Não, temos nada para conversar. Você não me deve satisfações, justificativas ou esclarecimentos. Apenas o meu respeito. Mas, mesmo assim. Esse ponto final precisa ser colocado.
[28/11 12:25] Lars: Tudo bem eu entendo e respeito vc ... Falei de hj pq posso te entregar hj o livro
[28/11 12:25] Lars: Ele está comigo aqui no trabalho
[28/11 12:26] Denes: Eu saio às 18:00
[28/11 12:26] Lars: Posso te entregar hj o mesmo horário ... Na estação melhor pra vc
[28/11 12:27] Denes: Que horas na Santos Imigrantes vc vai passar por lá?
[28/11 12:27] Lars: Umas 19h a 19:30
[28/11 12:28] Lars: Mas espero a sua hora
[28/11 12:28] Denes: Okay, as 19:00 estarei lá
[28/11 12:28] Denes: Se chegar antes estarei sentado em algum dos bancos da plataforma
[28/11 12:29] Lars: Tá bom
[28/11 12:29] Lars: Sei o que vc vai falar ... Mas desculpas :(
Quando ele falou dessa ligação do ex e ficou balançado, eu senti uma enxurrada de sentimentos negativos, o tsunami de chorume que eram as mentiras do Karen voltando a tona. Todas as desculpas esfarrapadas, parecia que eu estava vivendo tudo outra vez.
Eu estava cego, na gana de não querer cometer os mesmos erros do passado, acabei sendo seco, duro e intolerante, condenando um pelos erros de outro.
Eu já tinha sentenciado dentro de mim que aquela viagem foi algo que ele tinha programado com o ex e que tinha ido com ele e que eles tinham se acertado e que ele queria me manter como step se nada desse certo. Enfim…
Nesse mesmo dia, fui buscar o meu livro (um fato curioso, esse livro que foi presente de um amigo que veio a falecer em 2019, foi um presente pra me lembrar o quanto eu sou uma pessoa corajosa, era a edição de 20 anos da Pedra Filosofal nas cores da Grifinória e dentro ele escreveu a famosa frase da Luna "As coisas que perdemos sempre acabam voltando para nós. Mas nem sempre na forma em que pensamos." https://imgur.com/a/ebJFd2U
Ironicamente, quando paro pra olhar isso em particular, penso na grande ironia de tudo.
Eu cheguei antes na estação, fiquei esperando, sentado num banco na plataforma, vendo vários trens passando, várias pessoas descendo na estação vindo depois de mais um dia de trabalho. A minha ansiedade estava a mil, eu queria chorar, estava angustiado com tudo aquilo, pior, sem entender como "tinha cometido" o mesmo erro outra vez.
Ele chegou uns 15 minutos depois, estava com o livro na mão, eu peguei o livro e então ele me estendeu os braços pedindo um abraço, fiz com ele o que eu devia ter feito com o Karen, olhei para ele com a minha pior cara de desgosto e nojo e falei "Adeus", virei as costas e deixei ele lá.
Hoje, não me orgulho do que eu fiz, sinto vergonha quando penso, mas para que vocês entendam aquele gesto, mesmo ele não sabendo, era algo traumatizante, no término com o Karen, quando coloquei minhas malas e meus livros no táxi, ele chegou até mim e na maior cara de pau, na sua maior interpretação pra burguês ver, ele me pediu um abraço e o trouxa aqui cedeu esse abraço, então ele sussurrou no meu ouvido "Sou eternamente grato por tudo o que a gente viveu e você vai sempre poder contar comigo para o que você precisar" e quando eu precisei o que eu ouvi? "Não tenho obrigação nenhuma de te ajudar."
Quando eu saí da estação, bloqueei o Lars em todas as redes sociais, Facebook, Instagram, Whatsapp e até o número dele pra ele não me mandar SMS ou ligar. Não queria nunca mais ouvir falar dele pelo resto da minha vida.
Alguns dias se passaram e a Karls me contou que Lars havia mandado mensagem para ela no Instagram dizendo que estava preocupado comigo, queria falar comigo e eu irredutível falei que nunca mais queria saber nada a respeito dele.
Então ali eu tinha colocado uma pedra em cima desse assunto, vida que segue.
Dezembro de 2019
Karls é uma garota muito linda, mas em todos esses anos de amizade ela só se envolvia com os piores caras do Tinder, uma fase da vida dela que fazemos piada, mas que se você olhar atentamente, era bem triste.
Ela tinha o sonho de conhecer um cara bacana, compartilhar momentos, viver toda aquela fantasia de namoro, dormir abraçada, assistir anime, cantar músicas da Disney e cozinhar todos os pratos possíveis de todos os programas de culinária que existem no mundo.
Depois de anos, esse cara apareceu. Vamos chamá-lo de Darls.
Darls é um cara super carismático, que faz amizade por onde ele passa, falador, contador de piada, solicito, uma pessoa que todo mundo iria adorar ter como amigo.
JANEIRO 2020
Parecia que Darls sempre esteve nas nossas vidas, Akarls e eu o recebemos de braços abertos, pois víamos o quanto ele fazia Karls feliz.
Logo ele começou me pedir dicas e mais dicas de coisas que fariam a Karls feliz e nesses 5 anos de amizade eu era a pessoa que mais sabia de tudo o que a Karls gostava.
FEVEREIRO 2020
Eles oficializaram o namoro, (meio rápido, mas…), então ela entrou numa tour para conhecer todas os amigos dele, pois ele queria apresentar a namorada para as pessoas importantes na vida dele.
Darls mora a 35km de distância, num bairro distante, 2 horas de viagem no mínimo, mas ele sempre estava vindo passar mais tempo aqui.
MARÇO 2020
Pandemia chegou, isolamento social foi instaurado, pessoas em casa. Eu sou editor de vídeo, então estou trabalhando em casa desde que esse inferno começou. E quem acabou vindo para cá, também? Exatamente, Darls.
A companhia dele era agradável, e por vermos Karls feliz, nada objetamos, aceitamos naturalmente a estadia dele aqui. Mesmo que nunca tenhamos conversado isso entre nós, foi natural olharmos para a felicidade dela.
ABRIL 2020
Um mês de quarentena, eu sou uma pessoa ansiosa. Solteiro que passou da barreira dos 30, já havia sentenciado que não conheceria ninguém e morreria só, pois já estava sem esperança de conhecer alguém em um mundo sem um vírus mortal, imagina em um mundo onde estar perto 2 metros de alguém pode ser sua sentença de morte.
Eu comecei entrar numa crise terrível, comecei trabalhar demais, a fazer 12 horas de trabalho por dia e no meu tempo vago eu comecei a assistir todos os filmes e curtas gays já foram produzidos no mundo. E nisso, fiz a burrada de assistir um filme que superestimei por anos.
Brokeback Mountain.
'O que eu fiz da minha vida?'
Eu fiquei tão mal, mas tão mal, que naquela noite eu fui dormir chorando e os dias que se seguiram eu tive tanto remorso pelo final daquele filme, que certo dia eu comecei chorar na frente da Karls e do Darls enquanto a gente almoçava.
No final de abril, meu tio implorou que eu fosse na casa dele, pois estava tendo um problema entre minha mãe e minha irmã e ele estava preocupado da minha mãe acabar se metendo em um avião e vindo pra São Paulo no meio de uma pandemia. Fui, como se eu já não estivesse colapsando, ainda tinha que resolver o problema de outras pessoas.
Naquela semana, eu assisti um vídeo, tenho 80% de certeza que foi no LubaTV os outros 20% acho que foi no canal do Henry Bugalho, que falava sobre perdão, algo do tipo "se não perdoamos, do que adianta pedirmos desculpas" e eu já estava muito reflexivo.
De noite, eu estava no apartamento do meu tio, quando recebi uma notificação de que alguém tinha me seguido no Twitter.
Abri a notificação e vi que era o Lars me seguindo quase 6 meses depois. Ele não tinha twitter e tinha criado uma conta por causa da quarentena.
Minha primeira reação foi bloquear ele, mas aí bateu aquele turbilhão de coisas acumuladas nessa quarentena. O final de Brokeback Mountain, a fala sobre perdão e um detalhe sobre o Lars que pesou muito, ele tem diabetes, acho que é um tipo raro, ele desenvolveu super novo, ele toma dois tipos de insulina, ele é grupo do risco.
Sentei no sofá e me perguntei, 'o que ele queria depois de todos esses meses? Ele não entendeu o meu "Adeus"?'
Pois, bem. Fui até o Instagram, desbloqueei ele e mandei a seguinte mensagem:
"O que você quer?"
Ele levou uma meia hora pra me responder, o 'digitando…' parecia eterno.
Resumindo, ele falou que se importava muito comigo, que eu marquei a vida dele, que nunca quis se distanciar de mim, que jamais foi a intenção me magoar com o que quer que tenha acontecido e que nunca dei a oportunidade dele se explicar.
E eu respondi, que não importava o que ele tivesse para me dizer, não ia mudar a opinião que eu tinha sobre ele.
Ledo engano, meus caros.
Fui dormir às 4 da manhã, tirei tudo de dentro de mim, tudo o que eu inventei na minha cabeça. Porque no meu relacionamento anterior eu ouvi tantas mentiras, que acabei jurando que qualquer um iria mentir para mim, era o único referencial que eu tinha.
Só para que vocês saibam, era realmente um amigo, as fotos que ele tirou junto com o amigo no Beto Carrero, foram todas no celular do amigo a folga da Terça-feira, o chefe dele estava devendo uma folga para ele e como ele não iria poder tirar essa folga a mais do que as que estavam previstas para Dezembro, o chefe deu a folga pra ele na terça para que ele aproveitasse mais um dia de viagem. E sim, o ex dele ligou, ele ficou balançado, pois eles tinham tido uma história recém terminada, mas ele me contou, primeiro porque eu insisti, mas também porque ele não queria mentir pra mim, já que eu tinha todo esse problema com mentiras, então ele queria ser honesto comigo desde o início e que nunca foi a intenção dele voltar com o ex, tanto que ele não voltou, ele queria estar comigo, e que mesmo tendo passado todo aquele tempo ele nunca tinha me esquecido e não tinha desistido de mim.
Eu falei para ele que não sabia como reagir a tudo aquilo, disse que não sabia se seria capaz de confiar nele. E que ele não tivesse esperança, mas que eu iria refletir sobre tudo aquilo.
Então eu voltei pra casa e compartilhei a história com Karls e Darls.
Karls ficou meio com o pé atrás, mas Darls me apontou os erros que eu cometi, me fez enxergar o quanto eu tinha exagerado pelo medo e desconfiança que eu tinha, que não tinha nada a ver com Lars e minha ficha caiu.
Agora, tudo o que me restava era o meu orgulho, eu precisava passar por cima disso.
Voltei a conversar com Lars, aos poucos, foi difícil no início, mas ele foi muito tolerante, eu expliquei que não estava sendo fácil voltar a conversar com ele, mas que compreendi que muito daquela situação era culpa minha.
Ele começou a me mandar mensagens de manhã e a noite, de bom dia e boa noite e esporadicamente algum meme. Foram duas semanas conversando quando houve a necessidade da gente se ver. Eu não sabia como iria reagir.
Sim, ele viria aqui em casa no meio de uma quarentena, mas antes que cresça os julgamentos, moramos próximo um do outro, ele viria a pé, sem pegar nenhuma condução e num horário de pouco fluxo.
MAIO 2020
Então comuniquei que ele viria aqui em casa para Karls, Akarls e Darls. Aparentemente, achei que todos tinham recebido a notícia de bom grado.
Ele veio, a primeira coisa que ele fez foi ir para o banheiro tomar banho, com Covid não se brinca. Depois, sentamos e conversamos, e mais uma vez, eu falei tudo de novo, dessa vez olhando no olho, colocando tudo a limpo, uma conversa franca, contei de todas as impressões que eu tive de tudo o que aconteceu, como a narrativa se construiu na minha cabeça e porque agi da maneira que agi.
Em contra partida, ele disse que estava tudo bem, disse que ficou muito chateado, mas os amigos dele conversaram com ele dizendo que tinha um motivo para eu agir como eu tinha agido. Ele me falou que nunca me esqueceu e queria ter uma oportunidade de conversar comigo e esclarecer as coisas, pois sabia que tudo tinha sido um grande mal entendido. Ele falou que mandou várias mensagens para a Karls, mas não obteve resposta. E quando ele me mandou o convite no Twitter, ele disse que seria a sua última tentativa de se aproximar de mim, se não desse certo, ele mesmo desistiria de tudo.
Ele passou três dias aqui em casa, eu não me abri tanto com ele com relação a isso, mas eu senti muito remorso por como as coisas aconteceram por minha causa.
Outra coisa, lembra na mensagem, quando ele falou que tinha um presente para me dar e eu falei que não queria? Ele trouxe o presente, ele guardou o presente todo esse tempo e disse que toda vez que via o presente, ele lembrava de tudo o que a gente viveu e a coisa que ele mais queria era me dar esse presente, que ironicamente ele comprou na viagem para o Beto Carrero.
Era um funko do Harry Potter, já que eu amo muito Harry Potter. (Não, não sou transfóbico, eu amo Harry Potter desde 2000). http://imgur.com/gallery/cah0Ry7
Ele voltou pra casa dele. Continuamos a nos falar, reatar laços, ter essa troca.
Compartilhei minhas impressões com Karls e Darls, eu estava relutante, desacreditado. As pessoas subestimam relacionamentos abusivos, mas a gente carrega coisas por anos, os estragos são terríveis, estava eu provavelmente estragando uma oportunidade de ser feliz por medo de ser feliz.
As coisas foram devagar, estávamos conversando de nossas rotinas na quarentena, ele o quanto sentia falta do trabalho e não aguentava mais assistir séries e eu o quanto estava trabalhando e engordando, já que editor de vídeo trabalha em casa, praticamos isolamento social antes disso "estar na moda" (✌️ salve editores do canal, eu juro que tô escrevendo essa história que já passa de 4 mil palavras, pensando se realmente o Luba lerá essa história na Turma-Feira, fico imaginando no trabalhão que vocês vão ter pra editar, se eu puder pedir, posta a Timeline pra eu ver como ficou no final, curto muito timelines [Sim, pra quem não entende, isso é meio creep]).
JUNHO 2020
Lars voltou, veio para estar comigo no meu aniversário, inclusive ele me presenteou com Find Me do André Aciman, ele disse que queria me dar a muito tempo, pois em novembro do ano passado eu estava lendo Call me by your name e eu estava namorando pra comprar o livro quando fosse lançado, mas não deu nem tempo dele poder comprar na época.
No meu aniversário, resolvi cozinhar para comemorar, fazer escondidinho de frango. Eu estava de folga e queria fazer algo especial para Karls, Darls, Akarls e Lars. Eu passei a tarde e começo da noite cozinhando e Lars me ajudando.
Então, aconteceu o estopim de todo o caos.
Karls e Darls desceram e viram que o escondidinho não estava pronta ainda, ela fechou a cara e disse "Nossa, ainda não está pronto?". Depois eles fizeram um sanduíche e comeram e subiram, bastou aquilo pra me entristecer, até entendo que ela poderia estar com fome, mas ela bater porta de armário e a porta da geladeira acabou todo o meu ânimo, me senti super mal.
Comi aquele escondidinho triste, o clima na mesa estava tenso e na boa o que era pra ser uma comemoração no que eu acreditava ser entre família, foi a porcaria de um jantar de aniversário que eu perdi tempo fazendo.
Lars voltou pra casa dele, continuamos nos falando e estreitando os laços, aproveitando a companhia um do outro, e finalmente no meio de toda essa situação de merda que estamos vivendo no planeta, senti uma esperança de que talvez tudo daria certo, pelo menos uma vez.
Mais uma vez, ele veio passar o fim de semana aqui em casa, e foi divertido, assistimos filme, contamos piadas e o melhor, eu estava podendo dormir abraçado com ele, por a cabeça no travesseiro e não me sentir só.
JULHO 2020
O mês do caos, eu odeio Julho, por tantos motivos, sério. Eu tenho inúmeras histórias de desgraças nesse mês que PQP (Gif da Xuxa).
Lars me mandou mensagem dizendo que ele teve uma briga terrível com o sobrinho dele, na briga eles só faltaram sair na porrada, ele falou que estava mal por estar na casa da irmã dele e por toda essa indisposição com o sobrinho que tem 18 anos e é um completo folgado. Ele disse que iria procurar um lugar pra ficar, mas até lá, ele perguntou se poderia ficar aqui até encontrar esse lugar.
E como eu já fui colocado pra fora de casa pelo meu tio e me vi sozinho, eu sei o quanto é importante ter alguém pra estender uma mão amiga nessa hora.
Eu respondi que sim, mas que ia comunicar o Karls e o Akarls. Expliquei a situação Lars e eles falaram que tudo bem.
A Karls começou a fazer um freela permanente em um grande estúdio aqui de SP, então ela já não estava ficando em casa e quando estava, ficava a maior parte do tempo com o Darls, que ficou aqui em casa, mesmo ela trabalhando regularmente, já que as coisas estão flexibilizadas por aqui.
A princípio, Lars ficaria aqui até dia 10, ele tinha acertado de ir morar com um pessoal que ele achou num grupo do Facebook, mas o lugar onde esse pessoal ia morar não deu certo, pelo o que ele me contou, foi lance com a Porto Seguro, ele ficou decepcionado, porque os meninos eram legais. Então, ele voltou para a busca de encontrar um lugar pra ficar, eu inocente disse que ele poderia ficar o tempo que precisasse.
Interiormente, eu queria me redimir por toda a injustiça que foi o nosso início, queria fazer certo dessa vez, pois ele estava sendo bom pra mim e eu nunca tinha tido isso, esse convívio.
Enquanto ele estava aqui, comecei a ter companhia para o almoço, passei a comer direito, já que ele é obrigado a comer certo por causa da diabetes, eu estava até me alimentando nos horários certos. As noites assistíamos séries abraçados, até a hora de dormir. Parecia um oasis no meio de todo esse inferno que estamos vivendo, por um único instante eu esqueci de tudo de ruim.
Nesse período, ele estava procurando vários quartos, mas só encontrava cativeiros sendo alugados por mercenários.
Conforme o mês ia passando, Karls estava bem estressada com tudo e quando estava todo mundo na cozinha, ela parecia evitar querer falar com ele. No início, eu pensei que fosse TPM ou alguma coisa em particular dela com Darls.
Mas eu tive certeza que era alguma coisa com o Lars, no dia que estávamos jantando e ela veio informar que o botijão de gás tinha acabado e ela tinha comprado um novo, mas ela insinuou que estávamos cozinhando demais. Eu fiquei, sem reação, pois não esperava por aquilo, como eu falei, ela e o Darls estavam fazendo todas as receitas que existiam na internet, como que o Lars 10 dia aqui era a causa do botijão ter acabado?
Então aquilo começou a ficar espinhoso e o meu erro foi não ter confrontado. Eu comecei a me sentir acuado com o Lars e não sabia o que fazer, ele já estava numa puta situação frágil por ter saído da casa da irmã por indisposição com o sobrinho e a coisa que eu mais queria era que ele se sentisse confortável na minha própria casa.
No meio de tudo isso, ele voltou a trabalhar e eu passei a acordar cedo junto com ele, pra tomar café e abrir o portão pra ele poder sair, num desses dias, eu levantei e fui no banheiro e enquanto eu usava, a Karls bateu na porta perguntando quem é que estava lá dentro de uma maneira meio ríspida, no caso era eu, mas o Lars viu a situação toda, ele não me falou, mas eu reparei que ele parou de tomar banho de manhã antes do trabalho. Dizia ele que o banho da noite era suficiente.
Depois, ele parou de tomar café da manhã, disse que tomaria café na cafeteria que ele trabalha.
A próxima coisa que aconteceu foi um dia que eu estava na cozinha e fui informado que Karls e Akarls decidiram que não iríamos mais fazer as compras de mercado juntos. E que só manteríamos os produtos de limpeza e higiene e que o resto era cada um por si.
Confesso, que na hora não compreendi o que estava acontecendo, eu estava muito desligado, na verdade não acreditava que os meus amigos estavam me excluindo por causa do Lars, eu estava sendo ingênuo, pois não imaginaria que aquilo estava acontecendo.
No meio desse caos todo, Lars, virou pra mim e disse que a irmã dele pediu que ele fosse na casa dela. Então ele iria direto do trabalho e dormiria lá no sábado para o domingo, já que estaria de folga e voltaria pra cá no domingo a noite.
Só que ele não voltou, ele disse que a irmã dele pediu para que ele dormisse lá mais uma noite. Pensei, okay, ele vem então amanhã direto do trabalho pra cá, mas aí ele não veio na segunda, foi quando o peso de tudo bateu.
A essa altura eu já estava angustiado com tudo aquilo e direcionei minha frustração para o lado errado, em vez de confrontar quem estava causando toda essa situação insatistória, eu cobrei dele, porque ele não estava aqui. Perguntei, porque ele não queria estar mais aqui. Ele falou que queria. Então, eu perguntei porque o domingo, virou segunda e agora a segunda virou terça? Ele hesitou, aí eu perguntei se era por causa da Karls e ele disse que só não queria incomodar ninguém.
Eu fiquei mal, por ele se sentir mais incomodado na minha casa do que na casa da irmã dele com o sobrinho folgado que estava fazendo da vida dele um inferno.
Fiquei desapontado, ele veio na quarta, conversei com ele, disse que iria conversar com a Karls sobre toda essa situação. Mas já era tarde.
Era a última semana de Julho, e antes mesmo que eu pudesse conversar com a Karls, Akarls chegou dizendo que não dava mais para dividirmos a conta de água como estávamos fazendo, por 3, teríamos que dividir por 5, já que a conta ficou mais cara.
Na sexta-feira daquela semana, Lars encontrou um quarto numa casa que ele meio que alugou as pressas e ele se mudaria na primeira segunda de agosto. Quando eu pude confrontar Karls, no sábado, sobre tudo aquilo, já era tarde. Falei que fiquei chateado deles quererem repartir a conta da casa por 5 com o Lars pelo mês que ele passou aqui, mas isso nunca foi nem cogitado nos 5 meses do Darls aqui. Falei que fiquei decepcionado por ela não ser capaz de enxergar a minha felicidade. Por não ser capaz de ver o quanto eu estava feliz, como eu enxerguei a felicidade dela com o Darls e o recebemos de bom grado dentro de casa por causa da felicidade dela. Disse que foi muito cômodo pra ela ter alguém pra poder dormir junto, assistir coisas juntos, ter os momentos a dois e quando eu pude ter o mesmo, ela não olhou para mim com os mesmos olhos.
Enfim, Lars se mudou, tomei esse tempo que poderia estar assistindo uma série com ele para escrever tudo isso. Angustiado e decepcionado. Darls não tem culpa de nada do que está acontecendo, mas agora acho completamente injusto ele estar aqui e o Lars não estar, não sei o que fazer, minha vontade é de falar, "acabou a quarentena para os dois, pode voltar para sua casa". Me sinto injustiçado e triste por alguém que eu amo tanto, não ter sido capaz de enxergar que eu estava feliz. É isso, estou esperando a próxima sessão da minha terapia e Karls e Darls estão lá no quarto dela e eu estou só.
E para finalizar, essa foi minha conversa agora a pouco com o Lars.
Lars https://imgur.com/gallery/PRrxEI6
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2020.07.23 01:28 Leizoh_ Viajar para o UK

Boas pessoal,
Tou pensando viajar este ano para o UK este ano, ou meados do ano que vem. Tive a ler uns posts de portugueses que estão a viver lá, mas já são meios antigos (1/2 anos). Tenho família da minha namorada a viver aí há 5 anos (Não sei se isto altera alguma coisa).
Conseguiria viver aí sem problemas, se eu viajar em Novembro/Dezembro/Janeiro?
Pessoal que está a viver na Inglaterra (Londres/Zonas perto de Croydon), como está o trabalho/salários? O custo de vida em relação ao trabalho?
A Xenofobia é uma situação real para nós, portugueses?
Construir vida aí é uma decisão que posso fazer sem problema?
Ainda vale a pena ir para aí?
É isto, agradeço a todos que poderem dar a sua opinião. Boa noite.
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2020.06.24 22:52 anaa3009 Sou babaca por não falar mais com meu primo por ele terminar com a namorada dele?

oi lubisco, editores maravilhosos e turma que estar a ver. Vim contar esse barraco que aconteceu na minha família no íncio do ano. Eu vou contar na versão minha e de minha prima pq nos éramos as mais próximas desse primo(ele tem 26, minha prima 21 e eu 15 e msm sendo mais nova eu sempre fui muito próxima deles principalmente por esse primo ser meu vizinho) eu gostaria de intitular essa história como: Também quero agredir ela, mas deixo pra você
A história começa quando meu primo estava namorando uma garota, vou chamar ela de Carls, e eles namoram desde que eu me lembro, tanto que eles estavam noivos(o namoro deles durou uns 8 anos). Mas antes do casamento eles decidiram criar um cantinho so pra eles então meu tio deu um terreno pra eles e lá eles começaram a construir sua casa. Desde sempre minha mãe e eu éramos muito amigas da Carls, pois ela já foi assistente da minha mãe e brincava comigo a uns anos atrás. A história começa no fim do carnaval quando eu e essa prima minha vimos umas fotos e publicações estranhas desse primo, logo criamos a teoria de que ele é a Carls haviam terminado. Não muito tempo depois, descobrimos que eles realmente haviam terminado. Eu e essa prima achamos que foi por traição(por conta de umas publicações dele, foi mt estilo FBI) mais descobrimos que foi algo bem pior. Descobrimos que esse primo pediu um tempo com a Carls, literalmente nos últimos dias do carnaval e logo depois saiu em um bloquinho com seu irmão mais velho e lá ele tinha se encontrado com outra garota e ficado com ela. Assim, descobrimos algumas coisas, no últimos(pelo que sei até agr) 3 anos de relação, ele estava traindo a Carls e enganando ela, fazendo ela pagar viagens e até coisas sobre o terreno da "casa" deles. Para piorar minha tia sabia e estava encobrindo tudo, o que gerou muita briga. Como disse, a Carls era muito amiga minha e da minha mãe então ela veio aqui em casa e explicou tudo, um dos amigos do meu primo contou tudo pra ela é mostrou provas também, depois disso meu primo até tentou reatar o relacionamento mas obviamente não deu certo. Rolou muita briga pois ela tinha gestado muito dinheiro com ele e agora ele teria que vender o carro pra conseguir pagar. Achamos que tudo tinha se resolvido, meu primo já não participava das festas em família e hoje ele faz festas ignorando a quarentena(mesmo morando ainda com os pais). Mas agora eu e minha prima não sabemos o que fazer pois a amante mais antiga dele, que ele estava namorando desde o fim do ano passado( e que sabia que na época ele namorava a Cals) agora e sua atual namorada. E óbvio que eu como amiga da Carls já não gostava da garota mas tentei ser simpática mesmo assim, tentei puxar assunto sobre livros, séries e filmes que são as coisas que mais amo e ela simplesmente não gostava de nenhum, cheguei a puxar o assunto de carros antigos que e um assunto que eu,meu pai e meu primo amamos e mesmo assim ela não conversava e não mostrava interesse nenhum de conhecer o resto da família. Eu realmente não quero ser grossa então comecei a só dar um "oi" ir embora pq estar perto deles era muito desconfortável, e essa prima minha está decidida a partir pra agressão se necessário(o que ainda não aconteceu graças a mim, por isso acho a garota muito sortudade de não conhecer ela ainda). Meu pai acha essa nossa atitude muito babaca e acha uma falta respeito(sim, nisso tudo meu pai estava do lado do meu primo) e por isso era pede para que a gente trate ela igual a Carls o que é impossível para mim e para minha mãe e minha prima. Essa foi a história lubisco e turma e desculpa pelo texto longo e me ajudem, sou babaca por ignorar eles e não tratar ela igual a Carls?
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2020.06.06 16:52 caos_C Sou babaca por ter dito que nunca iria ter filhos e assim causar o fim do meu namoro?

rey rou turma, luba, gatas e editores!
"Sou o babaca por não querer ter filhos e por esse motivo causar o fim do meu namoro?"
Era janeiro de 2018 e fazia 8 meses de namoro, estava no face book e resolvi fazer aqueles testes bobos o bendito era: "quem vai engravidar esse ano?", fiz o teste e apareceu a na época minha namorada, eu resolvi compartilhar e de titulo coloquei "nunca nesse Brasil" (o meu erro) que na minha cabeça significava "não agora", o post rendeu e a C (inicial do nome dela) não gostou e ficou brigando com meus amigos (as) que estavam comentando no post, ela era "um pouco ciumenta" se é que me entendem, eu vi a treta toda e exclui o post, mas a desgraça já estava feita, ela me chamou no pv e falou:
"viu a vergonha que você me fez passar?"sabia que você não queria construir uma família comigo"a unica coisa que consegui falar foi"tu viu a data que tava no teste?"ela disse que não importava e sabia que eu não queria um futuro com ela e decidiu terminar, eu como um belo gado, chorei todas as vezes que lembrava, isso tudo aconteceu em uma quinta e eu falei pra mim, se ela pedir pra voltar comigo até sábado a gente reata e finge que nada aconteceu!passou sexta, sábado e eu com esperanças falei domingo é a ultima chance, mas ela não mandou mensagem e eu não mandei pq ela havia me bloqueado.na segunda feira de manhã ela me manda mensagem e fala que tinha se arrependido e que não devíamos terminar por uma besteira, mas com lágrimas no rosto respondi:"infelizmente não tem como voltar mais!"depois depois fiquei sabendo que ela tentou cometer suicido, mas ainda bem não conseguiu.até hoje me culpo, pois sabia do histórico dela e que antes de eu conhecer ela, ela já tinha tentado contra a própria vida.
eia turma? eu sou o babaca?
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2020.05.29 16:43 mateusonego Não aguento mais me arrepender

Bom dia, povo! Espero que estejam sobrevivendo aí, e bem.

TL;DR: Ateu mal-acostumado, ainda projeto o julgamento de Deus em todas as áreas e pessoas, e não suporto mais sentir culpa nem arrependimentos - o único futuro que vejo é me isolando e vivendo sozinho, sem interagir nem construir nada com mais ninguém, o que rouba todo o sentido da vida humana. Não sei mais o que fazer comigo.

Bom não tenho certeza do que eu pretendo com isso, mas eu honestamente não faço mais ideia de que direção tomar, e senti que pôr tudo pra fora pode elucidar alguma coisa. Peço desculpas desde já pela bíblia abaixo (quem ler vai rir da escolha de palavras) mas eu não sei identificar limites e necessidades ¯\_(ツ)_/¯ prefiro dar mais detalhes do que devo.
Enfim, já faz alguns anos que eu tenho depressão. Sempre fui uma pessoa muito ansiosa, a ponto de precisar me consultar a respeito algumas vezes enquanto criança. Me parece que a coisa toda começou principalmente depois que meu pai faleceu (doença cardiovascular - eu tinha 5 anos).
Eu não passava o meu dia com meu núcleo familiar (minha mãe sempre trabalhou, eu sempre fiquei com uma tia até pelo menos os 12), então ficava o dia todo na TV e quando chegava em casa a noite ia direto pro computador. Eu sou negro (sempre sozinho em espaços brancos, só bem mais tarde eu ia entender o que isso significava e começar a perceber as consequências), sempre fui mlk de prédio (cohab - de bem favorecida minha família não tem nada, mas graças a Deus nunca passamos fome), e minha mãe não percebeu o quanto eu me fechava conforme o tempo passava. Passei minha infância inteira brincando literalmente sozinho, fazendo todos os papeis etc rs e nem sei dizer o quão rápido me acostumei a passar o tempo integralmente dentro da minha própria cabeça.
Porque eu não entendi muito bem a morte do meu pai, e por conta de como eram as coisas na minha família (minha tia era paranoica, meu tio era um absoluto escroto em todas as áreas, minhas primas eram frustradas e descontavam um pouco em mim - nada demais, minha família sempre foi bastante amorosa, na verdade, não posso reclamar disso -), e por conta de eu passar uns 25% do meu tempo com minha mãe no máximo, que quando tava comigo tava cobrando sobre a escola etc, papo padrão de mãe ausente (não culpo ela em nada, minha mãe sempre foi esforçada pra cacete e lutou muito pra subir aos poucos na vida, sempre se fez o mais presente possível e demonstrou amor incondicional, sempre deixou claro que me ama não importa a merda que eu faça - mas o fato é, ela sempre me cobrou muito das coisas, não exatamente da forma mais inteligente), minha terapeuta disse que meu cérebro me responsabiliza de alguma forma pela ausência do meu pai (como se eu tivesse cometido algum erro, e por ISSO ele tivesse saído da minha vida), e hoje entendemos que meu cérebro associou toda essa mistureba como: "não posso errar, nunca, preciso ser capaz de cuidar das minhas responsabilidades, se não os outros não vão querer saber de mim, e eu ainda posso prejudicar eles, pôr o esforço deles a perder, então eu nunca posso fazer nada que não seja a melhor e mais perfeita coisa que eu poderia ter feito no momento".
Soma-se a isso o fato de minha família ser aquelas tradicionais evangélicas neo-petencostais, e toda minha insegurança foi armada e munida: eu sempre levei a coisa a sério, me esforcei para viver de acordo com filosofias ou de acordo com as conclusões que eu chegasse, achava que era questão de vida ou morte (ser salvo ou ir pro inferno) que eu ponderasse muito sobre minhas escolhas e fosse compromissado - só assim eu verdadeiramente estaria fazendo a vontade de Deus, só ignorando o mundo e as tendências e me reservando a ficar sempre na contra mão.
Eu nunca me senti bem, feliz ou satisfeito. O estado mais positivo que eu já consegui alcançar foi "conformado", mas mesmo enquanto amparado pela fé, eu não via muito sentido nas coisas, não conseguia enxergar propósito que não fosse Deus, e a forma de lidar com esse propósito - combatendo o mundo, pra convencê-lo a se salvar - me frustrava. Mas a coisa tomou outro patamar quando, depois de uns anos levando a sério a religião, eu me dei conta que não cria em mais nada. Aí, a depressão que se mascarava como descontentamento se assumiu de verdade, e só então eu reparei há quanto tempo eu andava desejando morrer mas não admitia para mim mesmo. Foi só quando eu parei de encarar o suicídio como um pecado, que eu passei a reconhecer com quanta intensidade eu sempre flertei com ele. Isso faz uns 10 anos, e de lá pra cá, a vontade de abandonar tudo só cresceu - e hoje eu sinto que isso é especialmente pq eu passei o papel de "Deus" pras outras pessoas, ou pra sociedade: cada ação minha está sendo pesada por alguém - ou será pesada por cada pessoa que passar pela minha vida - e meus acertos determinarão meu valor enquanto pessoa.
Nunca tive problemas para ter amigos, mas sempre me senti bastante deslocado (negro e cristão, né, nunca me sentia completamente pertencente). Sempre fui inseguro e sem malícia demais pra ter atitude para ter um relacionamento, e como eu era cristão e tem toda a parada de sexo etc, enfim, eu fui demorar para ter meu primeiro relacionamento, que eu abri mão pq não dava conta de quão mal eu me sentia, do quanto eu me cobrava ou me culpava por tudo, do quanto de ciúmes que eu sentia, etc.
A vida passou, eu deixei de ser cristão, comecei a entender melhor a sociedade, comecei a fumar maconha, fumei muita maconha, e no meu 3º relacionamento minha namorada percebeu que tinha coisas dentro de mim com as quais eu não sabia como lidar, e me convenceu a fazer terapia, por mim, e por nós. Eu comecei a fazer. entendi muitas das coisas que mencionei aqui, tivemos anos de muita alegria, fomos morar juntos, eu seguia com a terapia e tomando remédios etc, até que... fomos nos afastando... e eventualmente terminamos. Na época eu não sabia direito identificar o que tinha acontecido. Hoje, eu acho que fumávamos demais, eu em especial, e não estava me esforçando de verdade para estar com os outros e fazer coisas novas, eu só queria saber de fumar, tava afstando ela da família dela, enfim... provavelmente acabei entregando um relacionamento tóxico pra ela, ou até abusivo.
Eu moro sozinho há uns 2 anos e meio agora. Sigo fazendo terapia e tomando remédios (só 10 por dia). Continuo fumando maconha, pq é a única coisa que alivia o dia-a-dia, tentando reduzir bem (hoje fumo 1/3 do que fumava no começo do ano, por ex - mas ainda fumo um pouco todos os dias, e minha psiquiatra sabe). Eu sei que isso já detonou minha noção de tempo, realidade, felicidade, vida, etc... Estou ansioso num nível que, de tanto mexer o meu calcanhar, eu literalmente to com problemas pra descer escadas ou ladeiras, sei lá, meu músculo buga e começa a tremer.
Eu tive um relacionamento no fim do ano passado, mas invadi todos os espaços dela sem a menor paciência, cobrava atenção que não fazia sentido pro que tínhamos, enfim, creio que projetei uma "continuação" do meu último relacionamento, não soube identificar como recomeçar a conhecer e ficar com alguém.
Nos últimos meses minha mente abriu muito pra muita coisa, e eu deixei de me culpar de muita coisa. Entendi algumas das minhas limitações, e que eu poderia escolher a vida que eu queria levar, dia após dia, eu posso escolher como levar meus dias. Eu trabalho, pago minhas contas, tenho um relacionamento ok com minha família, não devo nada a ninguém. Entendi por ex que eu provavelmente não tinha machucado minha última companheira, mas eu sem dúvidas frustrei muito a ela e a mim, e absolutamente gratuito.
Enfim. To há mais de um ano sem conseguir dormir 5h seguidas (serião), e aí pow, quarentena, não tenho o que fazer além de pensar na vida. Antigamente eu via muitos filmes e séries, ouvia música o dia inteiro etc, ultimamente SÓ consigo ver animes (não sei se pq os episódios são curtos, por conta da variedade, se é pq eu sou uma eterna criança, se é pq eu acho mais fácil refletir em cima das problemáticas...). Não aguento mais sonhar com o passado, não aguento mais sentir saudades das pessoas que passaram pela minha vida (especialmente minha noiva), não aguento mais não ter perspectiva nem vontade de futuro. Faz alguns meses já que eu tenho certeza absoluta que só estou vivo ainda pela minha família. Eu não queria, não tenho força nem ânimo pra sonhar com nada que eu queira pra mim, ou com nada que eu acredite que possa alcançar. Eu sinto que nenhum esforço pra ser feliz ou chegar em lugar nenhum nunca vai compensar as tristezas, as dores, e acima de tudo, os arrependimentos. Por mim, posso dizer isso sem medo algum, eu já tinha ido embora há alguns meses. Tenho até umas receitas naturais salvas pro dia que a coragem chegar (mas ela nunca vai chegar, eu nunca faria isso com minha mãe e meu irmão)
O que me mata são os arrependimentos. Eu demorei, mas entendi que tem muita gente pelo mundo, e que as pessoas vem e vão mesmo, isso é inevitável, e não precisa ser negativo. Eu não tenho "medo" de nunca encontrar ninguém, por exemplo. Mas meus sentimentos de culpa são TÃO fortes que eu nunca mais quero arriscar sentir isso por ninguém. Nunca mais quero sentir que decepcionei alguém, e tb não quero me frustrar. Eu sou honesto demais (acho que deu pra perceber), e embora leia MUITO as pessoas, nunca aprendi a lidar com o ritmo do mundo ou com a relação que as pessoas tem com a própria vida - esse ano me dei conta que continuo absurdamente religioso com a vida, to tendo que desconstruir pra entender como não encarar cada segundo como uma responsabilidade de tomar a decisão certa. Mas ainda dói demais pensar que eu machuquei as pessoas, e me dar conta que eu perdi oportunidades e pessoas por ser burro e egocêntrico. Ainda encaro os acontecimentos como decisivos, ou "destino". E decidi esse ano que ia me concentrar em mim, juntar uma grana, melhorar um pouco de vida e tal - mas quarentena, e aí no meio dela eu vi o quanto eu ainda me sinto dependente da validação dos outros (é um pouco de carência tb sim, mas é realmente uma necessidade de validação absurda), e que precisava aprender a superar.
Mas os dias passam, e minha cabeça não muda: to sozinho pq fiz muita merda, pq fui ansioso e egoísta, sou estranho e introvertido demais pra me relacionar com amigos ou parceiras de qualquer grau, e, como sei que preciso ficar vivo, pelo menos até minha mãe morrer, a única estratégia que eu vejo é se eu me fechar pra todo mundo e aprender a me aceitar sozinho. E eu realmente não posso dar brechas pra ninguém participar da minha vida, pq as preocupações me consomem, e eu sinto o arrependimento antes mesmo de fazer qualquer coisa.
Bom, é isso. Se você chegou aqui, parabéns. Recomendo agora um Neil Gaiman, um C. S. Lewis, ou pq não um Marx né. Como eu disse, não sei onde eu quero chegar. Acho que só precisava pôr pra fora. Por favor fiquem mais que à vontade pra comentarem qualquer merda, não to esperando ajuda nem forças, nem compreensão na verdade, mas eu sei que vcs vão me entender (talvez eu esteja procurando perdão, ou redenção?). Se alguém tiver passado por qualqueeeeeer coisa parecida, tamos aí para conversar.
Mas é isso amiguinhos, não se deixem acumular culpas, nós raramente temos, o mundo é difícil e cruel e cada favelado é um universo em crise. Sempre erraremos e sempre teremos de dar um jeito de levantar no dia seguinte. Cabe a cada um escolher como e com quem quer fazer isso. Boa sorte pra nós, pois Brasil. Muito amor, paz e saúde.
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2020.05.24 00:15 whowillfixmenoww Nao suporto essa realidade

Pq quando somos crianças somos agraciados com cuidados e proteçao, nao precisamos nos preocupar com nada a nao ser em ir pra escola e acordar cedo no final se semana pra ver aquele desenho animado, dai quando crescemos entramos em uma verdadeira competicao, precisamos passar na faculdade ou no vestibular, precisamos tirar a carteira, precisamos arrumar uma namorada q nao so te agrade mas agrade a sua familia tbm e a dela, precisamos nos formar e nos empregar em um emprego bom que ganhe bastante dinheiro, mesmo q aquele emprego nao te de prazer, precisamos casar e construir uma familia, filhos, quem sabe um ou dois, cuidar deles e nos certificarmos q nossos filhos terao de tudo do bom e do melhor q nosso dinheiro dê pra comprar, pra começar tudo de novo..................
É claro q isso nao vai acontecer cmg ate pq sou um celibatario, mas é assim q acontece com a maioria, sei la, eu nao gosto de ter q sofrer, de ver quem eu amo partir, eu nao gosto da dor fisica, nem sentimental, é claro q tem gente numa situação bem lamentavel e bem pior, mas é por isso q eu deveria me contentar? Eu me sinto inerte, e as vezes a vontade é so de ficar deitado... Deus...
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2020.05.06 23:06 hugoven95 Literacia financeira [AJUDA]

Boa noite. Assumo-me como um novato no tema, e embora estude sobre isto à uns 5/6 meses, sofro do sintoma de quanto mais procuro, mais confuso fico. Neste momento, tenho 25 anos, faço 25h de trabalho semanais que ao final do mês me geram em torno de 600€ de ordenado. Trabalho apenas este horário porque estou a construir um projeto meu que embora para já não seja remunerado, me leva tempo. Tenho em meu nome direito a 1/2 de uma casa (avaliada em cerca de 50k) que a alugo por 200€ mês (ou seja, tenho direito a 100€ mês), tenho 30k no banco disponiveis, e também direito a 1/3 de uma outra casa que está avaliada em 200k. Fazendo as contas tenho cerca de 121k em meu nome, sendo que 30k estão disponíveis, e o restante parado pois não pretendo vender para já. Em termos de despesas, dado que vivo com a minha namorada, gasto cerca de 500€ mês em todas as minhas despesas juntas. Sendo que já tentei fazer o enquadramento da minha situação financeira atual, tenho várias questões, e por isso decidi abrir este tópico para poder ser ajudado por quem tem mais experiência ou conhecimento da área. Então, a primeira questão que tenho é: em termos de etfs, qual é o investimento mínimo que tem de ser feito para num prazo de 5-10 anos ter um retorno compensatório? Pois eu vejo algumas opiniões que etfs compensam, outras que não compensam, e a minha dúvida objetiva é, quando é que vale a pena envergar pelos etfs, e quando é que não vale a pena. Outra questão é, que outros mercados recomendam que sejam bons a longo prazo e com um risco baixo? E para finalizar, o que vocês sugerem ler, para eu começar a entender mais sobre esses mercados e saber analisa-los? Porque neste momento ainda me sinto incapaz de analisar o que quer que seja de um ponto de vista economico, saber se x compensa mais que y e etc. Agradeço desde já o vosso tempo e se puderem ajudar sintam-se a vontade. Obrigado!!
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2020.04.19 08:20 nfg_n Devaneio

Devaneio é mais que um pensamento, é um "feeling", algo profundo que nos faz repensar muito mais que uma ação ou outra.
Hoje eu tive um devaneio, após um dia inteiro, o primeiro, vivendo a vida que eu nem sabia que poderia ter.
Sempre fui uma pessoa reservada, não costumo sair nem ir a lugar algum com amigos. Eu já tive namorada, mas isso já faz bastante tempo, não que eu fosse muito diferente com ela. Não que ser assim seja algo ruim, mas eu não faço nada que me engrandeça enquanto estou confinado dentro de casa, dias e dias antes dessa quarentena. Eu apenas perco os meus dias jogando ou vendo pornografia. É apenas isso, por tanto tempo que nem me lembro.
Sempre penso em mudar, em construir algo, em me projetar para algo que seja significativo em minha vida, mas até agora nada. Só que nos últimos dois ou três dias, eu apenas não quis fazer nenhuma dessas coisas, nem jogar, nem ver pornografia. Eu passei um tempo no quintal, reguei as plantas e fiquei sentado observando a vida minúscula que havia ali, quando voltei para casa, senti vontade de ver algum documentário sobre isso, e assisti uns no YouTube, do Discovery e History Channel, e fiquei realmente fascinado.
Isso não é um relato especial não, pra mim foi algo tão natural, que essa madrugada me bateu esse feeling, de que eu poderia realizar tantas descobertas, todos os dias algo novo, sobre mim mesmo e sobre o mundo. Cara imagina se eu tivesse passado só um ano, sem estar mais de 15 horas na frente do computador. Se eu estivesse observando as coisas, se eu estivesse andando por aí, ou a clássica "estudando", pra conquistar algo. Mas mais além, se eu tivesse levando uma vida natural, sem precisar me esforçar pra deixar de jogar ou ver pornô, eu seria muito mais feliz. Eu não queria ter tido acesso tão cedo a jogos e a pornografia, hoje eu não tenho controle sobre todas essas coisas. Estou impressionado como eu me lembro de cada detalhes do dia de ontem, mas não lembro de nada da semana passada, do mês passado, do ano passado, afinal, todos os dias foram exatamente iguais.
Hoje eu estou me fazendo uma pergunta, que me deixa muito triste e assustado. Então, e se essa personalidade que eu assumo, não for a minha personalidade "real", se foi tudo moldado, engessado pelos dias trancado em casa. Eu quase chorei hoje, mas vou ver o que faço daqui pra frente. Obrigado por ler, se alguém leu até aqui.
(M 22 )
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2020.03.27 22:37 LordFeareus Fenômeno do Séc. XXI

Parece que estamos vivendo uma nova fase e nos aprofundando sobre a nova face de nós humanos. Será que sempre houve tantas pessoas com esse perfil? Assim como muitos aqui, sou bem parecido com vocês: antisocial, introvertido, várias horas contadas em jogos eletrônicos e principalmente tímido, até tive um pouco de receio de estar falando aqui, mas fico bem curioso quanto à sua história ( se vc não se encaixa nesse perfil, não perca seu tempo lendo isso) navegando nas águas da internet é impossível não encontrar nos comentários pessoas parecidas conosco, a maioria fica apenas observando e outras se lamentando. Posso até ser considerado um incel e concordar com isso, apesar de não compactuar com algumas loucuras que estes pregam, mas seus estilos de vidas e seus hábitos são bem semelhantes aos meus. Não os julgo, até entendo os que estes sentem, somos a nova face deste século, fabricados pelo machismo e pela internet. Acredito estar na sua faixa etária, 21 anos, terminei o ensino médio há uns 3 anos e tô bem perdido sobre o que fazer da vida desde então, passo a maior parte do tempo jogando ou lendo, não saio muito de casa, apenas se tiver algo urgente ou passear com o cachorro. Como de se imaginar não tenho vida social, parei de falar com meus amigos há anos por escolha própria, falo com 1 ou outro raramente quando estes me procuram. Nunca tive namorada, e nem sou muito bom lidando com mulheres (consecutivas rejeições na adolescência abalaram minha auto-estima) a minha projeção sobre isso vai ser acabar casando com a primeira que bater certo comigo, o que quero muito evitar pois pensamentos sombrios me incomodam muito sobre este fato, no geral hoje prefiro manter certa distância saudável do sexo feminino, minha sexualidade vai ser o fardo da natureza que vou ter que carregar para sempre, mas tenho boas esperanças de que lidarei melhor com isso no futuro. Imagino que isso também seja uma questão que você semelhante teve e tem que lidar com, afinal somos todos filhos do machismo e somos castigado por isso, mas espero que vc não vire uma fatalidade deste mundo, não enlouqueça como vemos várias vezes por aí, evite grupos tóxicos e procure homens que assim como você, sonham com um futuro melhor.
Bom... o texto já está bem longo e não sei como terminar, mas estou bem curioso sobre a sua história e suas emoções envolvidas que ajudaram a construir o que você é hoje!
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2020.02.04 15:46 NeuReich Duvida cruel!

Seguinte galera, eu tenho 23 anos e sempre morei com meus pais em casa e sempre tive tudo ali ao meu alcance (nao mimado, mas nunca passei dificuldade), trabalho desde os 14 , mas sempre tive ali tudo entendem, e ainda estou pra termina a faculdade no meio do ano que vem.
Acontece que, um tempo atras arrumei uma namorada, bem mais independente do que eu, ja formada, mora sozinha desde os 18, trabalho bom, e por ai vai.
Mas a grande questao é, temos a oportunidade de morar juntos agora num apartamento, ela tem um terreno e queriamos começar a construir la, e morando juntos podiamos nos organizar melhor, ela nao quer morar em casa pois prefere a independencia e tal, e eu nunca morei fora e to apriensivo, porem estou com muita vontade de viver algo novo, mas nao sei como dizer isso a minha familia, como proceder, como é viver tudo isso.
Voces tem experiencia com isso? Como foi pra voces?
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2020.01.27 18:07 PedroSantos95 Comprar casa- credito para habitação ou poupar?

Boas, Estou num dilema imenso, e gostaria de ter algumas opiniões. Neste momento estou naquela fase da vida de juntar os trapos com a namorada (24 e 22 anos). Já estou a trabalhar como efectivo e consigo fazer um crédito habitação para uma casa a rondar os 100k€ (fora da cidade, como eu gosto) e compra-la já e ir pagando ao banco.
Agora, a minha namorada odeia a ideia de fazer empréstimos, e eu com o meu historial familiar também sei os problemas que isto pode trazer.
Neste momento, entre os dois, conseguimos poupar ~1000€/mês, contando com renda de apartamento, todas as despesas e as duas semanas de férias por ano.
Estamos numa posição super confortável para o inicio das nossas vidas.
Pelas contas, dentro de 8-10 anos conseguimos compraconstruir uma casa modesta, que serve perfeitamente. Mas vale a pena para 10 anos de rendas?
O outro medo é mesmo que a nossa situação financeira mude, e corremos o risco de ficar sem casa (caso façamos um empréstimo) ou que nunca consigamos poupar para comprar a nossa casa.
Algum conselho?
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2020.01.20 17:31 Gab8786 A PIOR SOGRA DO MUNDO. Me livrei, mas doeu.

Considerações:
Primeiro: eu juro que isso não é fanfic. Eu vivi isso, acredite ou não.
Segundo: primeiro post que envio para o turma-feira, ah que emoção. Recentemente seus turma-feira's têm sido meu melhor passatempo, gratidão imensa por fazer meus dias melhores.
Terceiro: Minha vida amorosa é uma tragédia (não a nível de Shakespeare, mas é quase), te contarei apenas um dos casos. Se você gostar, quem sabe eu te conte mais outros...
Provavelmente você terá que fazer um vídeo inteiro sobre isso. Vamos lá.
(Os números e nomes aqui estão trocados. Não mostre isso no vídeo, ok editor?)
Aconteceu em 2014.
Conheci Micaela, a namorada com quem eu casaria se existissem condições. A gente combinava em tudo. Em todas as conversas tínhamos uma harmonia ímpar, gostávamos de estar juntos em todos os momentos, não tínhamos divergência de pensamentos políticos ideológicos (eu nem ligava pra isso na época), ela gostava de muitas coisas que eu gostava, se esforçava pra gostar de outras e eu fazia assim com ela também. Era muito bom estar junto dela.
Eu andava 3 km a pé pra ver ela e valia muito a pena(não existia Uber na minha cidade ainda, mas mesmo que existisse eu iria a pé pq eu n tinha grana, e ela gostava de mim mesmo assim, o que prova a veracidade dos sentimentos dela).
Ela frequentava minha casa algumas vezes, meus pais amaram ela, fez amizade com meus irmãos mais novos, ela jogava videogame comigo. Era um sonho.
Só havia um problema. Dona Gertrudes, a mãe dela. Ah, Dona GERTRUDES... Como posso te explicar, Luba... Imagina uma mulher religiosa ferrenha com uma moral do século 18. Eu não sabia disso até então. Pelo visto nem Micaela sabia que a mãe poderia chegar a um nível tão ABSURDO no final da história. Micaela apenas dizia que não podíamos subir pro quarto dela porque a casa estava bagunçada devido a uma reforma, e a mãe queria me conhecer primeiro (com o tempo), ou que ao menos eu assumisse namoro antes que eu pudesse frequentar lá em cima. Tudo bem? Tudo bem. Não sou acostumado com cerimônias, mas tudo bem.
Isso fazia com que tivéssemos que transar dentro do banheiro do prédio dela(Sim, nos primeiros dias já estávamos apaixonados a esse nível). Tinha uma câmera em frente à porta, mas a gente ligava o foda-se e entrava mesmo assim.
Aí você se pergunta: porque não na minha casa, no meu quarto? Bom, eu dividia meu quarto com meus irmãos. Nosso AP. Era pequeno, apenas 2 quartos. Seria constrangedor, muito embora, algumas vezes considerarmos essa possibilidade mantendo meus irmãos fora, mas era difícil.
Alem disso, dona GERTRUDES não deixava Micaela vir pra casa de um amigo sem mais nem menos. Ela não deixava eu entrar na casa dela, porque ela deixaria a filha entrar na casa dos outros?(Lógica dela). Então as vezes, quase nunca, ela ia escondido pra minha casa. Portanto, o banheiro, quase sempre, era nossa única opção (lembrando, eu não tinha grana pra Uber, imagina pra motel).
Chegou o momento que a gente se cansou disso (3 semanas depois) e resolvemos assumir logo esse namoro. Dona GERTRUDES quis marcar um jantar para perguntar quais as minhas intenções com a filha dela. SIM, não era o pai que queria perguntar isso, afinal ela era....... MÃE SOLTEIRA. SIIIIIIIIM, LUBA, MÃE SOLTEIRAAAAAAAAAA. Pegou raiva né? Saiba que não é nada perto do que vc vai sentir.
Então o dia do jantar chegou. A mãe veio com a famigerada pergunta e eu armei um discurso todo fofinho... "Eu quero amar e respeitar sua filha, quero conhecê-la a fundo, saber dos seus desejos e sonhos de vida, quero aprender com ela e ensinar tbm" pra que que eu disse "quero aprender com ela"? Ela já deu sua primeira patada: "Espera um pouco... Aprender com ela? Minha filha não é professora de ninguém não!"
Eu comecei a dar risada achando que era zueira, mas eu via cada vez mais que não. Que ela estava falando sério mesmo.
"Que absurdo, num relacionamento ninguém ensina nada a ninguém não, tem que estar todo mundo maduro o suficiente sabendo das coisas da vida, e o homem é quem toma a frente e quem sabe mais das coisas, porque é o chefe da família! Se você assume essa postura você é um bunda mole, e eu não quero minha filha casada com um bunda mole. CASADA, sim porque você sabe que um namoro é um preparativo para um casamento. ALIÁS, sexo, nananinanão. Só depois do casamento. Entendeu, senhor Matheus? Aliás... Quantos anos você tem mesmo?"
"19..."
"Pois é. Você que é mais jovem não deveria casar com uma pessoa 6 anos mais velha que você. (Sim, ela tinha 25 anos) Ela tem que se casar com um cara mais velho, com condições de formar uma família. Você trabalha? Você tem uma casa própria? Não. Então eu não acho que você deveria namorar minha filha, mas eu não vou estragar isso no dia da inauguração desse namoro né? Eu abençoo vocês mas com a condição de que você deve assumir essa responsabilidade."
E eu: "Tudo bem."
Sim, Luba eu deveria ter terminado alí, mas eu gostava tanto de Micaela, e eu achava aquilo ridículo demais para ser verdade, além disso eu não sou um cara de se jogar fora, eu não ia deixar que ela me considerasse um cara qualquer, eu fazia faculdade de Medicina na Federal, tinha educação de moral elevada de berço, iria provar meu valor, mas foi muita falta de amor próprio da minha parte. "Deve ser só pressão" eu pensava... Aham... Vai achando!
Os meses foram passando, e eu ainda não podia entrar no convívio da casa de Micaela, e ela ficava cada vez mais ausente, e me dizia por whatsapp que a mãe estava vigiando ela, não deixou mais ela sair de casa por um tempo, até que, quando chegou no sétimo mês, ela me revelou que Dona GERTRUDES não quer mais que ela se encontrasse comigo. E eu "WTF???"
Eu comecei a xingar a mãe dela dizendo ainda "como ela pode controlar tanto assim a filha de VINTE E CINCO ANOS? Micaela, você tem que tomar a independência para sua vida! Não deixe sua mãe te controlar assim! É muita imbecilidade da parte dela."
"Matheus eu ainda não me formei, não tenho condições de construir uma vida sozinha, e apesar de tudo ela é minha mãe, e eu não quero viver brigada com ela!"
"E eu, tudo bem... Como que a gente faz então? Se encontra escondido?"
"Parece ser a única opção né."
Assim fizemos por algumas vezes até o dia que eu fui para o prédio dela escondido. Ela estava fazendo um projeto da faculdade sozinha. Dona GERTRRRRRUUUDES viu pela câmera do prédio e desceu.......................
Eu nunca fui tão humilhado na minha vida.
"O QUE VOCE ESTA FAZENDO AQUI? Eu já não falei pra você não ver mais a minha filha? Você é um imprestável, você não é suficiente para minha filha, você é um qualquer e minha filha merece muito mais. Você é jovem e vai viver muita coisa ainda, vai conhecer muita gente e se relacionar. E se um dia trair minha filha? O que eu faço? Não importa a idade dela ela sempre será minha filha e se você for a causa do sofrimento dela eu n sei o que eu faço com você. Eu sei porque eu vivi isso. Ok? Além disso, você acha que eu não vi vocês dois pela câmera quando entravam no banheiro? Eu vi você falando mal de mim pelo whatsapp da minha filha, alem das fotos dela pelada! Eu fiquei tão chocada com isso que eu não permito mais vocês dois juntos, vagabundo. Saia daqui, vai para sua casa, eu já falei com o condomínio para não permitir mais sua entrada aqui. Não fale mais com minha filha. Está avisado.".
Enquanto isso Micaela morria de chorar pedindo para a mãe não fazer isso e ela estava irredutível. Não me permitiu falar nada. As duas subiram. E eu andei 3km de volta pra minha casa com o coração destruído. Achando que tudo tinha terminado.
Cinco dias depois me liga Micaela dizendo que disse a mãe que ia na casa da amiga Jéssica que morava perto de mim algumas quadras, mas estava vindo para minha casa para conversar comigo, dizendo que não iria desistir de mim.
Conversamos, e daqui a pouco DONA GERTRUDES liga para Micaela dizendo que estava na rua de Jéssica para buscar ela, porque ela havia esquecido de resolver algumas contas da casa no banco e ela queria a ajuda da filha. Depois ela deixava de novo lá na casa da amiga.
Micaela entrou em desespero. Saiu correndo daqui. Chegando no portão da minha casa estava lá a Dona GERTRUDEEEEEEEEES. Ela tinha ativado GPS no celular da filha e sabia de tudo.
Do carro ela falou aos berros e buzinas que chamaria a polícia e me acusar de sequestro se a filha não saísse e entrasse no carro. Eu tive que chamar meu pai que estava trabalhando porque eu não estava aguentando essa situação. Ele chegou e viu a situação insustentável. Falou com Micaela e levou até o portão. Meu pai não falou nada. Chegando em casa ele falou comigo o quão sortudo eu era por eu ter me livrado da convivência com esse ser desprezível como sogra.
Nunca mais vi Micaela.
Fiquei numa depressão profunda durante meses. Pensando no que me aconteceu.
Meu amor foi arrancado de mim sem dó nem piedade. Como se eu a agarrasse e tivessem cortado meus braços para que eu a soltasse.
Depois disso tive alguns namoros que também não passaram dos 7 meses. Hoje estou solteiro. Sem ninguém para eu dizer "te amo". Ao menos não de uma maneira tão sincera quanto eu dizia a Micaela.
Fim.
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2020.01.09 00:31 wolfsuper O Homem Ausente - Michael Hjorth & Hans Rosenfeldt

SINOPSE
Na ladeira das montanhas de Jämtland, na Suécia, seis corpos são encontrados. Mais precisamente, seis esqueletos. Dois deles de crianças. Os corpos foram enterrados há muito tempo. Para Sebastian Bergman, que viaja para o local do crime com o resto da equipa do Departamento de Investigação Criminal, estes factos só tornam ainda mais complexa a investigação sobre quem são, quem os matou e porquê. No início, Sebastian vê o caso como uma oportunidade de escapar da ex-namorada e passar algum tempo com a filha, Vanja. Uma oportunidade para tentar construir uma relação com ela antes que seja tarde demais. Mas rapidamente descobre que está mais envolvido no caso do que gostaria de estar.

Link: https://mega.nz/#F!SsUVRKYa!yz3rmMyO8j0VI0LOpgFpwA
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2019.12.28 14:35 Panzh3r pós término

Então, nessa última semana eu entrei em um conflito interno que tá me incomodando bastante. Esse mês terminei meu namoro de anos que tive com meu melhor amigo, foi péssimo e sofri bastante nas primeira semanas, ao ponto de mal comer de tanto nervosismo de me ver fora daquela rotina de sempre.
Por muito tempo fomos melhores amigos e após muita insistência dele aceitei namorar, no início era maravilhoso um ajudou muito o outro, mas depois de um tempo notei que eu me dedicava muito e ele nada, ele teve depressão e alguns outros problemas que não conseguia enfrentar. O namoro ficou péssimo, deixei passar muita coisa que era importante pra mim e permaneci junto, pois achei que seria muita sacanagem largar alguém que andava sofrendo de depressão e sem perspectiva nenhuma na vida, fora que ao meu ver tudo iria melhorar quando ele ficasse bem e eu tinha medo de largar tudo e ele se ver sem chão e acabar se matando. No fim acabei sendo a bengala emocional dele sem perceber, as coisas foram melhorando pra ele e por mil motivos foram piorando pra mim, me vi recém formada e sem conseguir emprego na minha área e até áreas que não exigem estudo (eu me dediquei muito aos estudos e não tenho experiência nenhuma). Esse ano me tornei uma pessoa triste e reclusa, coisa que nunca fui, eu era feliz, tava sempre rindo e fazendo palhaçada. Acredito que ele não aguentou a pressão e esse mês, após uma briga idiota, veio me falando que achava que não estava mais dando certo, pois eu era briguenta, eu explodi e joguei na cara dele que quando ele tava mal e eu tava no lado dele tava tudo ok, agora que eu tava mal ele queria pular fora. Terminamos na raiva, sofri, dias depois voltei atrás perguntando se era isso mesmo o problema e ele me listou coisas ridículas e fáceis de resolver, pensei muito e perguntei se ele não queria tentar novamente já que eram coisas simples, mas ele disse que tinha cansado da relação e não queria tentar. Ou seja, eu tava certa quando achei que tinha sido usada como bengala emocional e na minha vez ele não ia aguentar a pressão. Ele disse que queria manter aquela amizade de anos atrás, e eu sinceramente ia amar manter aquela amizade, no fundo eu me arrependo muito de ter começado a namorar, pois como amigos éramos muito melhores e eu não consigo ver onde exatamente começou a dar errado pra nós. Apesar de querer isso eu precisava viver o luto do fim do namoro e disse pra ele que precisava fechar esse ciclo pra conseguir seguir em frente, então eu iria bloquear ele do nosso principal meio de comunicação (whats), ele disse que aquilo era desnecessário e eu falei que eu tinha que cuidar de mim e fazer oq era melhor pra mim, e no momento isso significava bloquear ao menos do whats, pois eu sabia que não teríamos conversas frequentes e me doía olhar o celular e não ter mensagens dele. Eu realmente tava me sentindo mal ali. Isso foi no domingo, na segunda acordei plena, feliz e quando lembrava dele parecia que já faziam anos e ele tava lá no fundo do meu passado. O pior é que eu tô mais leve do que em muito tempo, me sentindo esperançosa que meus problemas vão se resolver e que tudo vai ficar bem.
Agora eu tô aqui achando que meu namoro era pura dependência emocional e acho que eu já não amava ele a muito tempo. Eu tô me sentindo mal por tá tão bem. Será que era comodismo? Preguiça de sair da relação? O pior é que ontem uma amiga me avisou que ele começou a seguir uma ex namorada que segue ele a dois anos (que ele volta a pegar todas as vezes que acaba um namoro), fui olhar e tava mesmo, ou seja, mal terminou e já tá engatilhando de comer a outra, sendo que se fez de vítima e injustiçado sofrido no domingo. O sentimento que me veio agora foi um misto de nojo e felicidade por eu tá certa que os motivos que ele me deu eram mentira e na vez que eu vi no histórico dele fotos dessa ex e ele disse que eu era doida, eu não tava doida não gente. Como que eu posso tá sentindo isso? Eu não deveria me sentir péssima e com raiva? Eu tô aqui rindo mas é de nervoso.
Pra não falar que tô totalmente bem, eu fiquei triste por ter perdido anos da minha juventude com alguém que me usou assim e que eu realmente achava que ia construir família. Mas é tristeza por tempo perdido e não por ele não estar mais aqui cmg. E medo de não confiar mais em alguém pra tentar ter uma vida juntos ou mesmo de não encontrar alguém compatível. No mais eu tô ótima.
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2019.11.29 18:06 desabafo4774 Sou um traidor e não consigo me perdoar.

Título. Obrigatório perdão textao, mas eu preciso te dar o contexto, já que eu nunca dei o contexto pra ninguém.
Tenho 20 anos, masculino, depois dos 16 me tornei uma pessoa relativamente atraente mas sempre fui muito tímido com o sexo oposto quanto a flerte. Namorei uma garota dos 16 aos 19, que chamaremos ficticiamente de Carol. Esse foi um período de bastange desenvolvimento sexual da minha parte, que até então só havia namorado a distância e nunca chamado uma garota pra sair. A Carol era ainda mais tímida que eu, então nós éramos amigos antes de ter algum desenvolvimento amoroso.
Acho que era início de 2016 quando uma amiga que eu considerava atraente começou a dar em cima de mim. Sempre que estávamos sozinhos ela me olhava vorazmente, esbarrava com a mão no meu corpo, etc. Eu ficava simplesmente louco, até que em um momento não resisti e ficamos. Mais tarde, isso me consumiu de culpa, pois eu ainda gostava da minha namorada mas a simples ideia de ser sincero com ela e contar a verdade me congelava. Eu não queria fazer isso, então omiti. Ainda assim, eu ainda sabia o que tinha acontecido, e era real comigo mesmo: eu ainda sentia vontade de ficar com outras pessoas. Provavelmente por questões que discuti na terapia, eu sempre fui frustrado com minha "incompetência romântica". Sempre quis provar pra eu mesmo que eu consigo flertar, seduzir e ficar com alguma garota, e sempre fui péssimo nisso. Foi então que um conceito me foi introduzido à mente: relacionamentos abertos.
A partir daí, eu comecei um processo feio de racionalização, sugerindo a ideia à minha namorada. Eu sempre fui inteligente e bom em lógica e argumentação, então falava de coisas como o ciúme sendo algo ruim, implantado culturalmente e plantado na noção de propriedade. Hoje em dia tenho outras perspectivas sobre a questão, mas na época eu era bem convincente. Eu não era insistente (até onde me recordo, mas sou enviesado, né?) e mesmo assim depois de alguns meses ela me disse que toparia experimentar. Poderíamos ficar, mas não transar com outras pessoas.
Ainda dentro desse acordo, um tempo depois eu traí ela de novo, com essa mesma garota. Obviamente eu omiti, mas a culpa claramente afetava como eu me relacionava com ela. Eu era meio distante, me sentia incapaz de me aproximar se não pudesse ser sincero sobre o que sentia desde o início. Honestidade, por mais controverso que soe, sempre foi um valor de enorme peso para mim, então era como se eu não conseguisse ser eu, de verdade, com ela. Apenas uma fração, e era isso. Eu a traí ocasionalmente umas outras 3 vezes, e sempre me sentia um bosta depois. Ainda assim, namoramos por todo esse tempo, Mesmo que por esse canal de existência limitado, eu me conectei com ela de verdade.
Foi mais ou menos um mês antes do término que descobri que meu pai havia traído minha mãe. Aí foi a vez da projeção, que garantiu que eu ficasse furioso com meu pai. O que eu mais queria era que ele contasse pra ela, mesmo que isso significasse o fim do casamento deles. Acontece que a situação deles é bem diferente da minha, mas eu estava furioso comigo mesmo. Sabe, até pouco eu nunca havia contado isso a NINGUÉM, nem pra analista. Eu não me gabava para amigos. Para amantes. Eu só vivia com meu segredo longe do resto do mundo, me odiava por isso. Já fiquei bem deprimido em alguns dias, mas nada grave. Nesse tempo da traição, porém, eu não aguentei. Como eu fazia terapia, acho que eu inconscientemente sacava o que estava acontecendo, mesmo sem admitir pra analista, então simplesmente decidi terminar. Eu estava distante demais, não suportava ficar perto dela. Passei na faculdade pra outro estado, e hoje faz uns 10 meses que terminamos, sob o argumento de que a distância estava insuportável. Nunca pus à mesa o meu lado, que era a causa da distância, e foi isso.
Todo esse tempo na faculdade, com garotas obviamente dando em cima de mim, eu nunca consegui me dispor a flertar com nenhuma. Nem mesmo nas grandes festas que fui, só dancei e fiquei com alguns guris, mesmo que sem muita vontade. Esses dias tive uma aula que me lembrou dela e da terapia e percebi que eu ainda amava ela. Hoje ela tá a 600 km de distância, então eu liguei pra ela pra saber como ela tava e ela disse que estava como eu, mesmo reconhecendo que existiu um motivo pelo qual terminamos, e que não dava pra esquecer disso.
Sabe, não acho que eu vá voltar com ela, afinal não quero um relacionamento à distância e ela vai fazer faculdade lá, mas vou pra lá no próximo fim de semana e me pergunto muito se deveria contar a verdade sobre o que acontecia no nosso relacionamento. Do lado de não contar, penso que causaria um sofrimento desnecessário a ela. Do lado de contar, penso que ela merece a verdade, pois valorizo a honestidade, e talvez ajude ambos a superar o término. A realidade é que da perspectiva dela simplesmente nos afastamos sem motivo até terminar, enquanto da minha a culpa me corroeu até eu não aguentar mais. Até hoje não consigo me perdoar, e nem sei o que fazer com todos esses sentimentos. Eu sofri o suficiente pra perceber que minhas próximas relações tem que ser construídas em cima da honestidade para que eu não sofra, mas mal consigo construir novas relações. As vezes me dá vontade de voltar para a casa dos meus pais, implorar pelo perdão dela e não jogar fora a única conexão significativa que tive com uma guria além de minha mãe.
É foda, Reddit. Eu me sinto o vilão, e que pra qualquer vilão tem perdão, menos pra mim e pros meus pecados.
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2019.08.19 03:25 B3ck3rxx Perdi o contato com uns amigos, e não sei como recuperar, queria sair mais de casa, etc...

To meio cansado de ficar só em casa, sempre fui de não sair nunca (talvez sair à noite umas 3 vezes por ano, no máximo), já tenho 19 anos e queria mudar isso, me tornar mais sociável, sair mais, fazer coisas diferentes... porém, desde que sai da escola há 2 anos, perdi o contato com os poucos amigos que tinha... tenho praticamente 1 amigo mas q tbm n é muito de sair, então só nos falamos por whatsapp e mais nada...
Tinha um outro amigo, que era bem próximo q perdi mais ainda o contato... mal falo com ele... o problema é q ele tem muitos outros amigos, então, digamos q eu n faço muita falta pra ele.
Eu queria falar com ele, pra ver se fazemos algo juntos e tal, mas é meio foda pq seria meio "aleatório" eu do nada chegar falando, ja q ele sabe q eu nunca era de sair... e até nesse ano eu falei com ele, joguei futebol com ele e tal, mas depois nunca mais nos falamos, então sla... parece q ele n liga mt mesmo... o foda q nem sei como ele tá, talvez ta com mais amigos ainda, saindo mais, ou com namorada, ia ser meio foda eu simplesmente chegar falando e tal... eu poderia me sentir meio perdido...
Só queria saber como falar pra ele sem parecer q eu to meio carente...
Inclusive aquela vez ele q me chamou pra jogar futebol, mas depois nunca mais me chamou, eu queria jogar mais, mas eu não posso me auto-convidar pra jogar bola kk...
Então sla, o q vcs recomendariam fazer? simplesmente chegar falando com ele e foda-se? mesmo q fosse um pouco aleatório e desconfortável?
Outra coisa... minha turma toda do colégio sabia q eu era muito de ficar em casa, eles até insistiam pra mim sair, e eu acabei saindo umas 3 vezes no ensino médio inteiro... caso eu começasse a sair mais e reencontra-se meus antigos colegas eu teria q mudar essa imagem, e isso tbm é meio dificil... além de eu ficar super mal por ter perdido todo esse tempo, em q eu n queria sair e tal... me sinto arrependido disso, por isso queria começar a mudar agora... porém existe esse mesmo problema, esse pessoal pode estar muito diferente e com muitos outros amigos, então ia ser meio foda de eu me enturmar, e eu teria que começar a construir outra imagem de mim, q estou diferente e tal, mas posso também ficar meio perdido...
Valeu quem leu até aqui, e se tiver alguma sugestão, valeu, abraço a todos!
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2019.08.11 19:52 Fischer320 Fobia social absurda: estou sem saídas.

*Texto bem longo à frente (escrito em 11/08/2019)*
-> Oi, me chamo Fischer, moro no sudeste, tenho 24 anos e venho descrever parte de um enorme problema pelo qual passo e, ao final, *propor algo bastante ambicioso para alguém em situação análoga.*
Já digo, de antemão, que muitos se irritarão com meu jeito de ser ou de pensar. Desculpe ser rude, mas eu não quero conselhos ou sugestões de como agir, não vão adiantar comigo: meu caso é ridiculamente complicado. Considero-me, no entanto, uma pessoa honesta e desejo de forma legítima e apaixonada o bem para a humanidade.
*Um pouco sobre mim:*
Pense em alguém com uma fobia/ansiedade social extrema. Multiplique a intensidade do caso por 2. Este sou eu. É difícil até de imaginar. Eu não possuo um amigo sequer. Nenhum mesmo. Não há ninguém com quem eu converso. Ninguém. Nem na realidade, nem na internet.
Nos últimos meses isso está me afetando de forma brutal porque estou sendo obrigado a ficar exposto a situações sociais horríveis por conta da faculdade. Às vezes, durante as aulas, chego a pensar se a morte não seria uma solução e meus olhos se enchem de lágrimas, pois eu não quero me abdicar das minhas ambições e experiências boas pelas quais ainda quero passar.
Nunca nem cheguei perto de beijar uma garota em 24 anos de existência. Não lembro nem da última vez que encostei numa garota, e olha que eu não sou feio, embora minha autoestima seja baixíssima. Não sei falar com caras jovens. Não sei falar com caras mais velhos. Não consigo desenvolver papo algum. Não tenho domínio da variante linguística usada pelos jovens para se comunicar, isto é, não sei usar de forma natural termos como "rolê" ou outras gírias jovens como "se liga" ou "massa". Nunca fumei nem bebi nada alcoólico, creio que no máximo uns 10 goles de cerveja em 24 anos de vida.
Entre as aulas da faculdade, há intervalos de 25 minutos. É o meu terror. Quase sempre todos saem da sala com seus respectivos grupos e vão tomar um café ou comprar um salgado na cantina, ou então ficam em pé em cantos da sala com sua turminha conversando aleatoriedades. Eu continuo sentado na minha cadeira, fingindo que leio algo ou então que mexo no celular. Ser observado sozinho e ser encarado como esquisito ou antipático é algo que me dói profundamente. Durante esses intervalos, eu finjo, muitas vezes, que durmo, esperando essa pequena eternidade passar e o próximo professor entrar logo na sala de aula; outras vezes, dirijo-me até o banheiro e fico o máximo de tempo possível trancado no box (uns 6 minutos), esperando o intervalo infinito acabar. Depois, lavo as mãos umas 3 vezes de maneira bastante vagarosa (uns 3 minutos), e fico olhando no espelho para o meu semblante de humano totalmente impotente e deslocado da normalidade da vida.
Ainda em relação aos intervalos: eu queria poder ir até a cantina e comprar uma coxinha, parar por lá, escolher os sabores, comprar uma, e comê-la. Mas qual seria o pré-requisito para fazer essa simples tarefa? É basicamente este: ter um amigo, ser sociável e, sobretudo, não ser eu. Se eu ousasse a fazer isso sozinho, eu compraria a coxinha e depois eu faria o que com ela? Ficaria comendo a maldita coxinha olhando pra parede? Ficaria comendo a coxinha sentado na minha cadeira olhando fixamente para o horizonte? A coxinha seria interminável. Nesse caso, eu preferiria ficar trancado por alguns minutos no box do banheiro até que o professor voltasse à sala de aula mesmo.
Sobre trabalhos em grupo, prefiro não comentar, mas, em suma, reprovei matérias consideradas muito fáceis por causa deles. Preferi pagar quase 1500 reais em provas de recuperação para não ter de passar por alguns deles. Meu desempenho acadêmico é prejudicado em função do meu jeito de ser. Faço medicina em uma faculdade particular (com bolsa quase totalmente integral) e as provas de recuperação ou repetição de matérias custam um preço exorbitante. Sinto que a qualquer momento não conseguirei mais arcar com os custos.
Meu apreço pelas ciências e educação, pela medicina, e pelo universo é enorme. Isso talvez me motive a continuar vivo. Eu vejo um futuro promissor para a humanidade. Eu acredito piamente nisso. Mas sinto que não conseguirei chegar vivo até lá. Talvez os vermes que primeiro roerem as frias carnes de meu cadáver consigam desfrutar de um mundo mais justo.
Eu não consigo gostar de nada que as pessoas fazem, incluindo as da minha sala. Falam o tempo todo em festas, em "rolês", usam demasiados termos "sexuais" sem qualquer pudor, usam muito o termo "pt", que, há pouco tempo, descobri que significa "perda total", para designar quando ficam desacordados por efeito de bebidas alcoólicas. Definitivamente, não gosto da forma de agir dos jovens. Nem da dos adultos.
Não gosto da cultura brasileira. Não gosto de futebol, de novela, de feijão, de samba, de pagode, axé, sertanejo, funk, odeio carnaval, festas no geral, não gosto do estilo de roupa usado pelas pessoas médias brasileiras. Odeio álcool, bem como o "jeitinho brasileiro". Odeio totalmente a falta extrema de pontualidade do povo brasileiro.
Sou um weeb, um hikikomori forçado a ir à faculdade. Provável que só saio dela morto. Estou preso nessa rotina. Não tenho mais opções. Já desisti de 2 duas engenharias anteriormente (elétrica e civil) e, agora, não há mais volta. Não sei o que fazer. Meus olhos se enchem de lágrimas ao escrever isso. É triste. Eu pareço não ter sentimentos pelo teor duro do texto, mas sou bastante sensível.
Para vocês terem ideia, no ensino médio quase ninguém sabia meu nome. Eu ficava sentado no fundão extremo da sala, com fones de ouvido SEMPRE que o professor não estava em sala. Se somar o meu tempo de fala durante o "terceirão" inteiro certamente não passa de 10 minutos. E note que eu ficava na escola das 7h da manhã às 20h da noite e, durante a maioria dos dias letivos, eu voltava para meu apartamento sem ter dito uma palavra sequer.
Eu gosto de ficar sozinho. Não gosto de multidões. Prefiro observar tudo de longe, de analisar minuciosamente meu arredor. Mas eu gostaria também de uma pessoa em quem eu possa confiar, que seja companheira, carinhosa, que cuide de mim, que se importe comigo. Uma pessoa cuja presença ou existência me concedesse a confiança para ir até à cantina naqueles intervalos infernais e comprar uma coxinha de calabresa (famosa na faculdade), e conseguir de fato desfrutar dela. Seria como um anjo da guarda. Antes de dormir eu idealizo essa pessoa na minha mente e imagino que ela me acompanha nos intervalos da faculdade. Eu imagino que essa pessoa me dá forças para ser alguém minimamente normal. Eu queria poder ir com ela a uma feira, comprar frutas de que gosto. Queria ir a um shopping, escolher roupas interessantes. Assistir a um filme junto com ela. Conversar com ela sobre assuntos aleatórios.
Sou uma pessoa que simplesmente não tem direito à vida, à amizade, à aventura, à descoberta do novo. Tudo que acontece parece ser exterior a mim. Minha orientação geográfica é um lixo. Eu não sei nomes de ruas, não consigo voltar para casa sozinho sem auxílio do Google Maps, não sei quando é que o ônibus vai parar no meu ponto, mesmo morando e estudando nesta cidade estúpida há mais de 20 anos. Eu nunca consigo lembrar dos prédios famosos que ficam nos entornos da faculdade ou do meu apartamento. Eu me perco dentro da própria faculdade. Parece que nem o elevador eu consigo usar direito. Me sinto sozinho, literal e metaforicamente perdido na vida.
Acordar hoje e lembrar que eu estou dentro dessa realidade é assustador. Eu vivo num pesadelo infindável. NINGUÉM MERECE SER EU, VELHO. Que droga, cara... Sempre que eu acordo eu sou agredido pela realidade, é pior do que levar um soco na cara todas as manhãs.
Depois eu preciso, urgentemente, melhorar a expressividade deste texto, bem como traduzi-lo para o inglês, mas no momento estou sem tempo, então escrevi subitamente.
*Minha proposta é a seguinte:*
Alguém que é TÃO fodido socialmente quanto eu quer vir morar comigo? Eu preciso de alguém que vá aos intervalos da faculdade comigo. Preciso de um anjo da guarda. Não aguento mais ser eu. Quero ter alguém pra ir na padaria, na farmácia comigo. Que viaje para a Europa comigo, que explore o mundo comigo. Preciso de uma pessoa que me ajude de forma maternal, que cuide de mim, eu sou fraco socialmente e sozinho não consigo fazer muito. *Alguém que entenda que eu NÃO quero mais ninguém a não ser essa pessoa maternal*. Conversar quase que exclusivamente com ela.
Alguma garota fofa e com ~GRANDE~ fobia social quer vir morar comigo? Alguma garota que goste muito de ciências, estudos, de jogar vídeo game ou então que seja BASTANTE compreensiva e carinhosa quer vir morar comigo? (não quero uma namorada; apenas um "anjo da guarda" que me acompanhe mesmo).
Ou então um cara que tenha uma fobia social do meu nível (infelizmente, acho que deve ser praticamente impossível achar alguém tão fodido desse jeito) quer vir morar comigo, ser meu amigo, me ajudar nos intervalos da faculdade? Tenho espaço de sobra aqui.
Alguma pessoa MUITO, mas MUITO tímida mesmo quer tentar traçar uma jornada comigo?
Preciso de alguém com quem construir coisas. Várias coisas. Ganhar dinheiro, aprender línguas, ajudar-se de forma verdadeira e sem hipocrisia, alguém para poder abraçar e dizer o quanto ela é importante.
Acho que por enquanto é só. Vou estudar. Tchau
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2019.08.05 03:58 altovaliriano Fandom antes de "A Dança dos Dragões"

Link: https://bit.ly/2YJSOhS
Autora: Laura Miller
Título original: Just Write It!

[...] Embora “A Game of Thrones” não tenha sido inicialmente um sucesso, ele ganhou a defesa apaixonada de certos livreiros independentes, que o recomendaram aos seus clientes, que, por sua vez, empurravam cópias em seus amigos. Nasceu um corpo de seguidores, ainda que irregular. Parris McBride, esposa de Martin, relembra: “Quando George fez a primeira turnê de assinaturas da série, o gerente da Joseph-Beth Booksellers, em Kentucky, tinha quatrocentas pessoas esperando por ele. Algumas semanas depois, ele estava em St. Louis e ninguém apareceu para a assinatura.
Os dias em que ninguém aparecia procurando uma assinatura de Martin desapareceram há muito tempo. Em janeiro [de 2011], em uma aparição agendada às pressas na livraria Vroman, em Pasadena, centenas de fãs esperavam em uma linha que serpenteava pela loja. Eles apresentaram a Martin volumes de “As Crônicas de Gelo e Fogo” e trabalhos de seus primeiros anos como escritor de ficção científica, bem como com calendários, pôsteres, e-readers, revistas pulp amareladas e réplicas de espadas. Três jovens usavam camisetas feitas à mão com os brasões de seus clãs favoritos da série. Martin estava incansavelmente atento a seus suplicantes, incluindo o casal que lhe pediu para posar para uma foto com sua filha pequena, chamada Daenerys, em homenagem a uma de suas heroínas.
Martin já vendeu mais de quinze milhões de livros em todo o mundo, e seus leitores provavelmente se multiplicarão exponencialmente após o lançamento, neste mês, de "Game of Thrones", uma série da HBO baseada em "A Song of Ice and Fire". Ele se compromete a fomentar seu público, não importa quão grande ele se torne. "Cabe a um escritor ser bom para seus fãs", diz ele. Ele escreve um blog animado e, apesar de ter um assistente, Ty Franck, que analisa a multiplicidade de comentários publicados nele, o próprio Martin tenta ler muitos deles. Um fã na Suécia, Elio M. García Jr., mantém uma presença oficial para Martin no Facebook e no Twitter, e também dirige o principal fórum “Ice and Fire” da internet, Westeros.org. (Westeros é o nome do continente fictício que abriga os Sete Reinos.)
Quando Martin está viajando, o que é frequente, ele participa das reuniões da Brotherhood Without Banners, um fã-clube não oficial com ramos informais ao redor do mundo, e ele inclui seus fundadores e outros membros de longa data entre seus grandes amigos. Em muitos aspectos, ele é um modelo para autores contemporâneos confrontados com uma indústria editorial instável e um mercado fraturado. Anne Groell, editora da Martin na Random House, diz a seus autores: “Entrar em contato e construir comunidades com os leitores é a coisa mais importante que você pode fazer pelo seu livro hoje em dia. Você precisa fazer com que eles se sintam envolvidos em sua carreira. ”
[...]
McBride gosta de morar em Santa Fé - a área tem um “forte grupo de fãs”. Ela chama a comunidade de ficção científica de “minha tribo perfeita”. Com Martin, ela tentou incutir os costumes de sua geração de fãs na Brotherhood Without Banner. . A Irmandade, cujas origens remontam a uma convenção há dez anos na Filadélfia, não cobra uma taxa de associação nem tem uma estrutura organizacional definida. Qualquer coisa muito oficial, na opinião de McBride, "não é o jeito de ser do fã".
Na Irmandade, os encontros locais são chamados de assembleias [“moots”]. Na noite da assinatura do livro de Pasadena, uma assembleia foi realizada no quintal de uma casa em estilo espanhol na cidade. Os membros da fraternidade de tempos atrás se misturavam com os recém-chegados. Martin encostou-se ao corrimão de um deque, tomando cerveja e trocando anedotas sobre convenções anteriores.
Não há dúvida de como se sentem os membros da Irmandade sobre a longa espera por “A Dança dos Dragões”. Um grupo na festa respondeu com tremores de cabeça e exclamações de nojo quando Martin os informou: “Eu ainda estou recebendo e-mail de idiotas que me chamam de preguiçoso por não terminar o livro logo. Eles dizem: ‘É melhor você não dar uma de Jordan". Robert Jordan, cujo verdadeiro nome era James Oliver Rigney Jr., morreu de amiloidose em 2007, antes de finalizar a série "Wheel of Time". (Outro escritor, Brandon Sanderson, vai terminá-la). Martin disse que achou tais observações particularmente insensíveis: “Eu conhecia Jim, que é como seus amigos o chamavam. Ele era meu amigo.”
[...]
Vários veteranos me informaram sobre as tradições do grupo. Na primeira festa da Irmandade, em 2001, um folião embriagado (essa é uma galera que gosta de levantamento de copo) pediu que Martin o armasse cavaleiro. Martin disse: "Eu não posso te armar. Você ainda não saiu em uma missão!”. Quando seu peticionário implorou a Martin que inventasse uma, ele mandou o fã e vários outros em busca de sanduíches de queijo da Filadélfia [Philly Cheesesteak]. Quando eles voltaram com o prêmio, Martin apelidou o grupo de Cavaleiros do Cheesesteak. Então começou o costume de Martin mandar os fãs para fora no meio da noite com ordens de trazer comida de rua local. As buscas da Irmandade são uma versão mais suave de um trote de fraternidade, proporcionando à pessoas que têm em comum apenas um gosto literário particular experiências compartilhadas que as transformam em amigos.
Foi uma noite rápida e, enquanto nos aglomerávamos junto a uma lareira de barro, um fã chamado Erik Kluth relembrou o debate em Kansas City, onde foi feito cavaleiro. Martin ordenara a ele e a alguns outros fãs que pegassem pontas do peito tostadas. Mas no momento em que Martin emitiu seu decreto, os restaurantes fecharam. Em desespero, os fãs correram com o lixo deixado de fora de um estabelecimento. Por fim, os fãs tentaram eles mesmos cozinhar o prato, no estacionamento de uma farmácia. Martin ficou impressionado o bastante com o esforço para chamá-los de os Cavaleiros da Lixeira.
Eu também conheci Kim Ohara, uma mulher de fala mansa que tem sido um membro da Irmandade desde a primeira assembleia. Ela me disse que, mesmo em fóruns da Internet dedicados ao trabalho de Martin, grande parte da discussão não é sobre "As crônicas de Gelo e Fogo". "Você consegue conversar sobre os livros apenas por um tempo", disse ela. Uma vez que os fãs passam a se conhecer, o foco tende a mudar para as histórias de suas próprias vidas. Vários membros da Irmandade se casaram. Em certo caso, Martin ajudou um fã assinando um dos livros de “Gelo e Fogo” com uma notável inscrição: uma proposta de casamento para outro fã.
Elio García estima que passe até 35 horas por mês supervisionando Westeros.org, o site de discussão de “As Crônicas de Gelo e Fogo”. García, um cubano-americano, mudou-se para a Suécia para ficar com a namorada em 1999, no mesmo ano em que os dois fundaram a Westeros.org. Ela o apresentou à série de Martin, e ele logo compartilhou sua obsessão por isso. O site agora tem cerca de dezessete mil membros cadastrados. Apesar de seu apego aos livros, García não chegou a conhecer Martin ou outros fãs antes de 2005. “Eu nunca fui dessa coisa toda de convenções”, ele me disse. “Eu considero muitas dessas pessoas como amigos. Mas eles não são amigos físicos, vizinhos. São pessoas que conheço na Internet. ”
García é um super-fã. Seu conhecimento do mundo inventado de Martin é tão enciclopédico que o autor o dá como referência aos pesquisadores da HBO quando eles têm perguntas sobre a produção de “Game of Thrones”. Embora a participação de García em Westeros.org seja voluntária, seu envolvimento com o trabalho de Martin se tornou semi-profissional. Ele está sendo pago dar consultoria aos licenciadores criando merchandise editorial e escrever textos para um videogame baseado na série.
Ele e Martin estão colaborando em um guia abrangente para os livros, "O Mundo do Gelo e do Fogo". O próprio Martin às vezes verifica algo com García quando ele não tem certeza se ele está certo quanto a um determinado detalhe. Martin disse: "Eu escrevo algo e envio um e-mail a ele para perguntar: 'Já mencionei isso antes?' E ele me escreve de volta: ‘Sim, na página 17 do Livro Quatro’.”
[...]
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2019.08.02 19:44 tiolazaro Enfrentar os traumas do passado uma segunda vez no presente é uma merda

Há pouco tempo atrás, antes de começar terapia há um ano e buscar novas amizades, eu estava congelado e completamente em frangalhos devido ao término de namoro na adolescência (por erros meus e por "sermos jovens demais, temos muito o que viver, temos muito com quem ficar" e tudo mais).
Indo direto ao ponto, desde o começo da terapia eu consegui me reencontrar, fui pra carnaval, fiz novas grandes amizades, encontrei um emprego melhor e mais perto onde sou feliz ate o presente momento e encontrei uma garota que me apaixonei em uma viagem ao exterior, sim, ela é gringa e até então temos aprendido muito um com o outro, em termos de cultura, língua e como nos comunicarmos melhor para que tudo seja mais claro e literal do que ficar dando rodeios por algo.
Acontece que nos últimos meses, minha empresa anunciou que seria vendida e a transição vai acontecer em setembro/outubro. A empresa que comprou é conhecida de alguns colegas aqui e não existem elogios por parte deles. Na internet, mesma coisa. Tudo que se encontra é que a empresa tem um ar de funcionalismo público (pela política de não demitir ninguém em quase hipótese alguma) e aquele elefante branco, super inchado, sem muita perspectiva de crescer financeiramente ou progressão de carreira. Junta isso com a situação nacional que todos nós sabemos como está, me deu um pânico... Me deu uma quebrada internamente, me mantive quieto e muito mais preocupado do que devia, enfim, fiquei muito estranho sem querer falar muito com as pessoas e sem contato.
Quando assumi que estava mal para meu terapeuta, ele pediu pra falar com a minha namorada em busca de apoio, visto que sempre que ela precisa, eu sou o primeiro a estender a mão pra ela pra ajudar e tento sempre dar meu melhor.
Enfim, resumindo muito, antes de confessar que estava mal e precisava de ajuda e apoio, ela disse que não via nosso namoro rendendo frutos, funcionando ou que a distância nos fizesse bem. Que ela tinha sonhos, vontades e que em pensamento, sente que o namoro a prende em um lugar onde ela não vai crescer e não vai sair do lugar tão cedo por eu ser muito dependente e precisar muito dela (e isso ela mudou de visão nessas últimas semanas, que eu estava mal). Acontece que eu tenho sonhos que não dependem dela, quero morar fora, construir algo que seja só meu e ter sucesso e gostar do que faço profissionalmente. Sonhos que não dependem dela, mas que seriam COM CERTEZA melhores se ela estiver lá. E isso, pra ela, é dependência...
Ainda nessa conversa, ela disse que a distância faz mal desde a falta de carinho físico, aquele olhar, até quando bate tesão ou coisa do tipo, e começou com o mesmo discurso que minha ex fez quando terminou comigo em minha adolescência, que éramos muito jovens ainda, perguntando se eu pensava se ia ser a última pessoa na vida dela e vice versa e se seria uma opção abrir o relacionamento. Enfim, sou eu agora, pela segunda vez, enfrentando o mesmo medo de perder tudo que consegui em momentos de fragilidade e fraqueza e lutando pra não me quebrar. Terminamos a conversa pedindo desculpas por demorar a confessar que eu tava mal e ela pediu pra que eu deixasse uma abertura maior pra me apoiar e cuidar de mim também.
Os dias seguintes, bom, ela pediu um espaço, distância e temos conversado friamente e pouco durante o dia. Ela pediu pra que eu desse a abertura pra que ela pudesse me ajudar, mas parece que não vai ser o que vai acontecer. Tentei convencê-la a nos encontrarmos em um fim de semana largo ou fazer hora extra pra tirar os dias, mas ela recusou a oferta dizendo que não iria para o mesmo lugar 3 vezes seguidas.
Não existe nada que mais te faça perder o sono do que uma situação assim, e isso tem tomado boa parte da minha sanidade mental esses dias. É uma merda encontrar alguém legal, que esteja na mesma página que você sendo jovem e te faz ver o mundo com cor outra vez, e momentos depois, em uma fase mais introspectiva e ruim, por boa parte a perder em nome do que não se viveu e da frieza.
TL;DR - Empresa comprada me levou a um estado depressivo, namorada (à distância) percebeu a alteração de humor, concluiu que não evoluiríamos nos relacionando assim, pediu espaço, perguntou sobre abrir o relacionamento, além de dizer que o namoro E a distância a faz se sentir presa e de mãos atadas frente à realização de seus sonhos (que estão meio que longe de acontecer) e tem evitado todo tipo de atitude de nos falarmos por videochamada/chamada/encontro. Medo de perder tudo tomou conta da cabeça.
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2019.07.24 15:36 Luizbep Showcase da Comunidade e Perguntas e Respostas - PSA

Showcase da Comunidade e Perguntas e Respostas - PSA
Olá pessoal, feliz quarta-feira mais uma vez!

Espero que todo mundo esteja tendo um bom verão e que você esteja evitando o calor. Estamos aqui novamente com outra vitrine e perguntas e respostas. Desde que você foi roubado de uma Q & A adequada última vez, eu adicionei mais um par neste. Felizmente, sempre há pessoas que têm algo a dizer. Antes de tudo isso, um pequeno anúncio.
Nós mudamos os tempos de reinicio do servidor. Assim, o servidor é reiniciado todos os dias às 04:00 (4:00) e 16:00 (4 PM) do horário do servidor local.

Nós também estamos tentando uma coisa nova. A fim de manter o fluxo de comunicação com a nossa comunidade, implementamos um novo tópico chamado "Developers Daily Diary & EA Roadmap" (Diário de Desenvolvedores Diário & Roadmap do Acesso Antecipado). Nele, vamos escrever situações atualizadas sobre o progresso atual, então confira!

Link para o post (em inglês)

Então vamos para o showcase:
https://preview.redd.it/xmjqcki589c31.png?width=3281&format=png&auto=webp&s=077bb0ceb78b611cb9af6a968a7fda125bc25bd5
Os 3 porquinhos poderiam ter derrotado o lobo, mas ainda enfrentam a fera mais perigosa: o homem.

Não há jantar de frango aqui.

Nós também temos montanhas que você pode ver e escalar.

\"Ei dev porque os meu fps está caindo?\"

\"Você acabou de olhar para a minha namorada, né?\"

Um certo rapper aprova essa imagem.

Cuidado com o mago.

De tirar o fôlego.

Defina os controles para o coração do sol.

Cuidado com o companheiro dos cães radioativos (e isso não significa que estamos adicionando cães radioativos).
https://preview.redd.it/4kqoxmtuw8c31.png?width=3281&format=png&auto=webp&s=882f831c8241550cdfad197df6cba00281d9e165
Certo, vamos para as perguntas e respostas:

1) Que tal adicionar uma bússola na tela como um item de loot? Ficar virando para trás e para frente no mapa fica chato depois de um tempo.
R.: Está planejado em algum lugar abaixo da linha.

2) Toda vez que vocês wipam eu espero que a temporada de monções acabou.
Ainda chove todos os dias.
R.: Mas isso faz as árvores crescerem mais rápido.

3) Porque é sempre dia e ensolarado? Eu quero névoa e noite... por favor. Ou isso é um problema do modo solo? Eu não sei, você pode me dizer?
R.: Este é um problema no modo solo. Parece não salvar o tempo do cliente local para que ele seja redefinido toda vez que você fizer o login. Estamos trabalhando na correção.

4) Olá devs, vocês podem explicar o que aconteceu com a habilidade de cozinhar que agora não está sendo usada? Por esta razão, sua nova churrasqueira improvisada não faz sentido, porque você não pode deitar os espetos com carnes nela e assa-los. Além disso, todos os passos estão faltando. Como bife de boi e de porco assado, os quais eu via com frequência nos primeiros dias do jogo. Todos vocês fizeram um ótimo trabalho nos últimos 11 meses, desde o lançamento do jogo.
R.: A cozinha ficou mais elaborada e ainda estamos trabalhando para melhorar ainda mais. A churrasqueira está aqui para carne crua, não espetos. Além disso, tenha cuidado na churrasqueira. Você precisa encontrar e ajustar o calor perfeito para que sua carne não queime. Se a durabilidade começar a cair rapidamente, significa que está queimando.

5) Se eu não executar servidores e perder algumas dezenas de horas do meu tempo neste jogo, não as verei aqui, porque limpar os jogadores do servidor quando eles gastaram algumas dezenas de horas para construir uma base, coletar equipamentos e desenvolver habilidades de personagem, quem iria querer começar de zero a cada vez. Isto está doente e se eu não restaurar o servidor com o meu progresso até agora, então eu vou deletar esse jogo de uma vez por todas e não vou recomendá-lo a ninguém. Eles tratam os jogadores como lixo, removendo todas as suas conquistas no jogo.
R.: Paus e pedras...
Brincadeiras à parte, nós tendemos a evitar wipes o máximo que podemos, mas às vezes eles são necessários. Você deveria ver o rosto de Leva quando ele percebeu que seria necessário fazer uma limpeza e ele perderia todo o seu progresso. Eu vou te dizer o servidor que ele está por 5 dólares no meu paypal.

6) Eu entendo a necessidade de wipe depois de uma atualização como essa, mas sendo honesto... é por isso que os jogadores saem. Digo, é muito frequente. Toda vez que dou uma nova chance para esse jogo e gasto muito tempo looteando e construindo, vem um wipe justo quando tenho algumas coisas úteis. Suas atualizações são pequenas e insignificantes no momento, apenas esperem até vocês adicionarem algumas coisas úteis e excitantes para os jogadores... Uma vez por mês, as vezes nem tão frequente assim. Uma vez a cada dois meses. A atualização seria maior e mais fácil de aceita-la, quando perdemos tudo que temos. Eu não sei, foi só um pensamento. Estou indo para o modo solo agora. Não posso mais jogar com meus amigos assim. Todos eles desinstalaram o jogo agora...
R.: Quanto ao limpe mesmo que acima. Nós os evitamos o máximo possível. Mas se você se sentir esgotado, é compreensível. Ei, se fazer uma pausa significa que você pode aproveitar o jogo ainda mais quando formos jogar mais, faça isso. Quanto aos tempos de atualização eu respondi isso antes. As coisas não são assim tão simples. Você pode não ser afetado por certos problemas, mas alguns jogadores são, e todo mundo merece jogar certo? Além disso, se tivermos algo que consideramos pronto para lançamento, por que não lançá-lo e ver se ou quais problemas ele causa com o restante na criação ao vivo. É uma prática melhor do que liberar um monte de coisas de uma só vez e então tudo está uma bagunça.

7) SCUM fez muito progresso recentemente. Ótimo trabalho! Agora, o problema principal é que para os jogadores, não há pressão para sobreviver. Nós temos comida e um local seguro, todos têm pelo menos algumas armas para carregar consigo. Talvez possamos ter algum tipo de NPC hostil ou uma horda de zumbis ambulantes, e deixem os zumbis destruírem portas e janelas, isso forçará os jogadores a lutarem pela própria vida. Então o jogo ficará mais vivo.
R.: Boas notícias nesse assunto. NPCs e missões estão todos planejados para aparecer. Bem como outros saldos de loot.

8) Confirmado, agora esse jogo é o PUBG com "tatons".
R.: O que diabos são "tattons"?.

9) No modo solo, o personagem antigo ainda funciona. Espero que nada tenha sido esquecido aqui?
R.: Wipes geralmente não tocam em arquivos salvos de um jogador, a menos que algo dê terrivelmente errado, mas esse é outro assunto.

10) Legal, depois da atualização "SCUM não pode carregar seu perfil. Por favor, verifique se a Steam está aberta e tente novamente". Alguém pode ajudar?
R.: Como sempre, verifique seus arquivos da Steam primeiro. Se isso não funcionar, tente ir para: C:\Users\\nome de usuário*\AppData\Local\SCUM e exclua a pasta de dados salva. Isso geralmente corrige a situação, mas infelizmente você perderá seu progresso do modo solo. O multijogador é seguro, pois é armazenado no servidor.*

11) E por "água" ele quer dizer xixi.
R.: Eu defendo o quinto.

12) Agora, uma pergunta para os devs. A opção de limpar roupas e panos sujos está na mesa para futura adição? Temos água, sabão, limpar a droga das roupas dos puppets e coloca-las para secar perto da fogueira enquanto bebo vodka e toco alguma música na área de baia.
Continuem com o bom trabalho.
R.: Eu censurei esta resposta um pouco, se você estiver interessado, o original ainda está lá para que você possa consultá-lo. A pergunta é boa, então aqui vamos nós: Sim, essa função sempre foi planejada.

13) Vocês realmente precisam adicionar "hambúrgueres bepis" senão, desinstalo.
R.: Escolha difícil.

14) Aqui vamos nós, nenhuma atualização, apenas correções.
R.: Alguém não leu o FAQ.

https://preview.redd.it/fhfx2hl979c31.png?width=3281&format=png&auto=webp&s=2d822ee0764da4b483be37f534123b118790ecf4
Isso é de nós por agora. Fique seguro lá fora. Sua bebida favorita, Bedämeister. _______________ ****Tradução sob revisão****
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2019.06.23 18:27 rubnesio Top 10 melhores(PIORES) cenas MARCANTES do livro As Crônicas de Arian Vol.1, com CLÍMAX, SEM CENSURA e versão SURTADA, sem nenhum revisor

A review COMPLETA foi postada aqui: Link
Depois de muitos incentivos de amigos e do pessoal do Twitter, li finalmente a obra do Youtuber Marco Abreu, publicada ano passado, 2018, em versão digital. Admito não ter ido com expectativas positivas do que esperar. O autor já demonstra limitações textuais no seu blog pessoal, quanto a posts mal escritos e um vocabulário muito limitado, cheio de vícios de linguagens e erros ortográficos. Mesmo tendo essa noção, fui surpreendido (negativamente) por um produto literário de conteúdo horrível, preguiçoso e de péssima qualidade.
Primeiro, um “pequeno” resumo do livro:
Resumo da história
Sinopse: “Um garoto acordou sem suas memórias perto de uma estrada do Sul. Com ele, apenas uma espada em condições ruins, mas com propriedades anormais. Ajudado por uma família, e depois por membros de uma guild, ele logo constatou que todos que ficavam perto dele acabam sofrendo, e se isolou.
Felizmente, ele nunca estava sozinho, uma fantasma, estava sempre a seu lado. Nos seus momentos mais felizes, e nos mais tristes, ela sempre estava lá para apoiá-lo. E com ela, ele seguiu, em busca de um sentido para sua vida, e respostas para os mistérios que o cercavam.
Um dia, finalmente conseguiu uma forma de obter respostas sobre si mesmo, ao entrar em uma missão, que, teoricamente, era para ser simples. Mas a missão não era o que aparentava. O que começou como uma escolta, virou algo sem precedentes na história do seu mundo.”
Se você leu a sinopse acima, a impressão que fica é: o livro vai contar a história do Arian nessa missão, em busca do seu passado perdido, enfrentando perigos ao longo do caminho, correto? E se eu disser que a história PRINCIPAL só começa depois do capítulo 20, onde ½ do livro são arcos periféricos que não agregam em nada a narrativa? Pois então...Vou tentar ser muito sucinto nessa parte, até para não alongar muito o texto, que já está grande para um caralho.
Começamos o livro com um arco de apresentação. Até aí tudo bem, porque é o que se espera do começo de um livro. Introduzir os seus personagens antes da grande aventura que irão enfrentar. E a sinopse dá entender que iria começar o capítulo introdutório com o passado do protagonista após acordar na beira da estrada. Então...não é bem assim que acontece de fato.
O primeiro arco começa em um bar, a partir da visão do segurança(???) do local, com seus pensamentos descritos pelo narrador do livro (a escrita é em terceira pessoa). Você já começa a torcer o nariz com aquele mundo, graças a inserção de vários conceitos avulsos e perdidos que não condiz muito com a realidade relatada. Aquele universo lembra muito o período medieval/feudos da nossa história antiga/idade média. Porém, o que nos foi apresentado é um mundo em que temos:
· Um sistema militar hierárquico e organizado, onde temos patente e divisão de funções bem definidas.
· A função/emprego de segurança em locais privados como bares(não são militares e sim pessoas normais sem treinamento específico).
· Sistema econômico complexo (conceitos avançados) , com noções de valores e mercado financeiro (só faltou citar a inflação no livro).
Entre diversas coisas, que geram certa estranheza e uma bagunça dentro das próprias regras estipuladas nas descrições. Vamos relevar por enquanto essa confusão de ideias prosseguir com o livro.
Voltando ao resumo, esse primeiro arco é basicamente uma forma de apresentar a GRANDE FORÇA “OCULTA” que o Arian tem no quesito podeforça. E qual a situação que o autor escolhe para demonstrar isso? Uma cena de ESTUPRO 🤦‍♂️(já vou abordar esse assunto mais para frente). Tudo se passa com uma MEIA-ELFA (enfatizo a palavra, porque é a motivação principal do Arian são essas mestiças inter-raciais), junto com o segurança (namorado dela), em que ambos são atacados por militares MALDOSOS e SÁDICOS (adjetivos usados a exaustão para todos os vilões desse primeiro livro). São salvos pelo protagonista aparecendo no momento previsível e oportuno. Depois do resgate, o Arian parte para outra jornada. Acabou o primeiro e nisso, já foram seis capítulos do livro. Enfim, um arco ruim e tosco que só serviu para apresentar três personagens que são de fato úteis: o Arian, o Cavaleiro Negro que o auxilia no resgate e na batalha (falo mais sobre ele depois), e da (nome da fantasma que está na sinopse e esquecida pelo autor por quase todo livro).
Em seguida, temos um segundo arco cheio de clichês até no talo. Um TORNEIO DE COMBATE está acontecendo, com a óbvia participação do Arian, é claro. Para quem vivia reclamando de histórias shounen, são mais dos mesmos, criança como protagonista, e sei lá mais o quê, o próprio Marco utilizar a mesma estrutura de uma competição/torneio como arco seguinte da introdução, semelhante a Dragon Ball, Naruto, Black Clover, entre outros mangás famosos de porrada, é no mínimo esquisito, bizarro, para não dizer contraditório. E somos apresentados a mais três personagens no final do campeonato: Marko, Kadia (ela consegue ler as mentes das pessoas a sua volta) e Dorian que farão parte da party dele.
Já se foi quase 20 capítulos até aqui de 44 presentes no livro vol. 1. Estou perto da metade do livro e quase nada da sinopse foi citada ou trabalhada no enredo? Sim. Exatamente esse sentimento que fiquei conforme lia o livro. É uma enrolação que não chega a lugar nenhum, falando em termos de história que está sendo contada. Foi uma introdução GIGANTESCA e INFLADA para aparentar que o livro é rico em detalhes ou informações (que não é verdade), elevando o número de páginas sem uma boa justificativa para tamanha demora em entrar na trama principal. Parece um trabalho acadêmico e escrito por um universitário preguiçoso, que tinha um número de páginas mínimas para fazer, só que ele não estudou suficiente para isso, e enrolou preenchendo com dados inúteis para alcançar os requisitos exigidos para a entrega e avaliação.
Mas agora parecia que ia entrar na trama da MISSÃO IMPORTANTE dita na sinopse. Mais personagens foram introduzidos e dava a impressão que agora ia para o rumo central, do que supostamente o livro devia contar. Só que não é isso que acontece. A Kadia, personagem que citei anteriormente, decide ler a mente do Arian e temos MAIS TRÊS CAPÍTULOS SOBRE O PASSADO DO PROTAGONISTA. Tipo, já se passaram mais de vinte capítulos e não começou a missão principal ainda??? Sim. É isso mesmo. Mais uma fuga do tema para contar mais alguma história paralela sem função para o enredo principal. (Se fosse no Enem, era zero certeza)
Resulta que temos um terceiro arco sobre o passado do Arian, após ele acordar na beira estrada com a . Prefiro não detalhar esse trecho, porque dos supostos três capítulos que servem para desenvolver o Arian e o que aconteceu com ele, dois desses capítulos são dedicados exclusivamente a descrever cenas de ESTUPRO com muito “entusiasmo”. Nada do que é esperado de um arco que apresenta o background do personagem principal, foi feito aqui. Foram capítulos inúteis que só tinham o propósito de CHOCAR. Até existe uma tentativa elaborar um conflito interno do Arian, só que é jogado fora completamente, porque no presente(em relação ao livro), ele não sofre mais com essa indecisão mostrada nesse trecho. Mais tempo perdido de leitura.
E finalmente, depois de três histórias pouco produtivas, chegamos no quarto arco que é a missão de escoltar a Lara e um objeto poderoso. Já passou metade do livro, e a jornada só começou ali. Tranquilo. Parece que vai engrenar. E vou lendo, e lendo, e mais lendo e nada de interessante acontece. Não é exagero. São vários capítulos deles cavalgando e dialogando entre si, enfrentando uns bandidos fracos, conversando mais um pouco, portais bidimensionais abrem e sugando tudo ao redor(???), personagens se salvam do perigo, conversam mais ainda do que antes...São 8 capítulos dessa forma, onde não temos coisas acontecendo ou eventos que movimentam a trama. É só eles indo por uma estrada até seu destino.
Talvez, até o autor deve ter percebido isso, que o livro estava ficando chato, coisa e tal. Então, ele decidiu deixar as coisas mais EMPOLGANTES. E qual foi a tática que ele usou para movimentar a trama? Colocar mais ESTUPROS. Né...Insinuar estupros com crianças de 6 anos de idade não choca mais como antigamente(sendo irônico aqui).
Temos mais lutas para defender as MEIAS-ELFAS do destino cruel que é a escravidão e os abusos sexuais, mais poder “oculto” do protagonista, mais Cavaleiro Negro (ele surge do nada em diversos momentos do livro) na jogada e termina a batalha sem grandes consequências para ninguém.
Não satisfeito, o autor foge novamente da trama principal e insere uma side-quest, em que o Arian e a Lara vão fazer, com o objetivo de matar os mortos vivos que estão na floresta daquela região próxima. A missão que é mencionada como a PARTE A MAIS IMPORTANTE do enredo que modificaria o mundo, e que iria mudar o Arian para SEMPRE, foi novamente jogada para escanteio e o foco se voltou para uma parada nada a ver.
Nem sei se classifico como quinto arco, ou capítulos de fillers essa missão secundária, porque nada o que ocorre nesses capítulos, tem grande relevância ou repercussão nos personagens ou movimenta trama, dita como a central. É mais um jeito de enrolar e esticar uma história que podia ser contada em poucas páginas. Para acelerar o processo de resumir o livro, o arco é uma missão que começa fácil, complica a situação, aparece Goblins, rola MAIS ESTUPROS (Goblin Slayer manda um abraço), eles lutam com milhares de Goblins, são salvos por uma deusa que não apareceu em nenhum momento anteriormente no livro (Deus Ex Machina fudido), e voltam para o grupo principal para completar a missão. É isso tudo que acontece nessa missão. Temos mais algumas informações (inúteis) sobre o passado do Arian e só.
Percebi que está terminando o livro. Faltam menos de cinco capítulos e pensei: Assim que vai terminar? Vou complementar o meu apanhado dizendo que, desde do capítulo 37 até o 43, só são lutas durante toda a narrativa. Porque mesmo voltando para o grupo principal, a cidade em que estavam todos da party do Arian, sofria uma invasão liderada pelo Cavaleiro Negro. Sim! Aquele mesmo Cavaleiro que salvou o Arian em vários momentos do livro anteriormente. E descobrimos que esse Cavaleiro Negro era o melhor amigo do protagonista na época em que ele estava na Guilda da cidade que se hospedaram.
O que era para ser uma reviravolta de roteiro ou um plot-twist, acaba se tornando uma situação vazia, já que esse suposto amigo do Arian, aparece em duas páginas no máximo do livro e não é estabelecido esse suposto vinculo de confiança entre os dois. Só mais uma situação jogada ali para nada. E novamente, seguindo o padrão de resumo do livro: lutas acontecem, vários personagens aparecem, mais lutas, mais pessoas surgem do nada, mais lutas com descrições confusas, mais gente que aparecem do nada, lobisomens que podem se transformar em URSOS(???), gente voando para trás, se dissipando, humanos normais, (vocês vão entender o que foi isso mais adiante no texto), mais lutas, mitologia grega e nórdica, dragões bidimensionais, portais pandimensionais, deuses aparecendo do nada, mais lutas, pessoas (a party do protagonista) sendo salvas no último minuto por personagens aleatórios, mais Deus Ex Machina ali, mais lutas, mais um pouco de Deus Ex Machina que não foi o bastante...enfim. Foi uma mistureba de eventos, que aquele mundo caracterizado no inicio do livro, nem se parece mais com o que foi descrito no final. Tudo é inserido ali a moda caralho, sem trabalho de construir algo coeso e que seja factível para existência desses elementos naquele universo.
Logo após essa lambança, o último capítulo (44) é dedicado exclusivamente a explicações (que já deviam ter sido feitas nos capítulos anteriores) e informações que eram necessárias (ou não) para dar base a estrutura daquele mundo no livro. Mas imaginem por um segundo, vocês lendo uma monografia cientifica, em que o texto daquele documento, foi feito por completo no dia anterior às pressas pelo autor. Pois é. Nas crônicas do Arian, coisas são simplesmente ditas no final e que devemos aceitar porque o autor está dizendo. Foda-se que não faz sentido, ou que não foi estipulado anteriormente, ocasionando a impressão de “termina de qualquer jeito, porque não é um capítulo de luta”. Foda-se tudo que é importante para construir uma boa história.
E temos finalmente o epílogo, em que o Marco tenta fazer um “joguinho com leitor”, escrevendo sete mini histórias que ocorrem antes dos acontecimentos do livro, sem a menção dos nomes dos personagens principais durante a escrita, para que o LEITOR TENTE adivinhar “A QUEM PERTENCE AQUELE PASSADO”. O resultado é algo idiota porque, você utilizando um pouco lógica e a técnica de exclusão de opções, você já sabe quem é quem nesse epílogo medíocre. É uma tentativa fracassada de tentar terminar o livro de uma forma diferente do comum. Se não consegue nem fazer o básico, não inventa.
Comentários Gerais:Erros de português
Já esperava uma qualidade questionável quanto a escrita do livro, principalmente voltado a parte gramatical e semântico de forma geral, porém fiquei surpreso o que li(Sou horrível em português e ainda sim fiquei chocado). Primeira coisa a ser apontada foi a presença de 3 REVISORES para a publicação. Tem editoras grandes que nem conseguem duas pessoas para revisar os textos publicados em seus livros/mangás/revistas...imagina 3 pessoas para revisar algo. E quanto mais gente melhor, não é mesmo? Errado. Mesmo tendo distintas pessoas revisando a redação literária, incluindo o próprio autor que afirma ter revisado diversas vezes seu próprio texto, o livro ainda apresenta erros ortográficos gritantes. E não são poucos. São MUITOS. Chegando ao absurdo de ter mais de três erros grotescos na mesma frase. Contei 934 erros em 384 páginas, incluindo a parte dos agradecimentos, que também continha deslizes gramaticais. (Cheguei a contar até certo ponto certinho, mas me perdi na contagem, deixando passar outros erros sem adicionar no montante. Aposto que passa de mais de mil erros, sem exageros).
A variedade dos erros vai de frases começarem no plural, mudarem para o singular e voltarem para o plural (vice-versa) incorretamente, conjugação dos verbos nos tempos errados, ausência de acentos nas palavras, o uso excessivo das vírgulas em diversos momentos e da falta delas em outros (passa a noção que o Marco não sabe utilizar as vírgulas):
“...governava aquela área, e habitava, normalmente, um castelo, na maior cidade...”
É um exemplo de vários trechos semelhantes que o livro apresenta.
No entanto, esses não foram os destaques do conjunto de ERROS. Teve uma coisa que chamou mais a minha atenção: as repetições de palavras dentro de um pequeno trecho. Fica a dica para qualquer um, aspirante a escritor, que a diversidade do vocabulário é muito importante em um livro, para deixar a leitura mais natural e “fluída” para o leitor que irá consumir sua produção, tenha a experiência mais agradável possível enquanto ler seu produto. É tão bom ler linhas de um texto em que a narrativa é envolvente não só pela história sendo contada, como as palavras que estão sendo utilizadas para transcrever os cenários imaginados. É muito prazeroso.
Contudo, no livro do Marco, as restrições dos conhecimentos do autor em termos ou sinônimos de várias palavras, deixa a leitura truncada, cansativa e nada convidativa a continuar lendo, porque o leitor fica exausto por ter que parar a leitura e reler diversos trechos do livro, na tentativa de entender o que está acontecendo ali. Nas descrições das lutas, é um show de horrores. Como um autor tem a coragem de escrever uma luta dessa forma:
“Desvia, bloqueia, desvia, bloqueia, desvia, desvia...”.
É um cheat isso??? É um Fatality do Scorpion do Mortal Kombat??? Sei lá o que seja isso. DESCREVA A LUTA CARAMBA!
Ele adora muito a utilização de vários vocábulos. Gosta tanto, que utiliza diversas vezes a mesma palavra, e na mesma frase inclusive: “...fazendo com seu CORPO seja jogado para trás, abrindo diversas feridas em seu CORPO....eram muitos CORPOS caídos ali”. E nem é só a palavra “corpo” que ele repete direto. ”Mudando de assunto”, “Falando nisso”, “sendo jogado para trás”, “dissipou”, “capuz”, “bracelete”, “sádico”, “humanos normais”, “arremessado”, “vários metros para trás”, “força do golpe”, “chances de isso acontecer”(é quase o vídeo dele de chances de nova temporada de um anime qualquer)...tenho uma lista enorme de palavras que se repetem múltiplas vezes em diferentes trechos do livro. Destaque para os “humanos normais”, que parece ser a única métrica comparativa que o autor conhece para estipular um comparativo entre os níveis de poder dos personagens. “Ele é tão forte, que sua força é equivalente à de 5 humanos normais”, “Ela quebrou o escudo do seu adversário, que aguentaria a força de mais de 10 humanos normais.”, ”...aquele guerreiro aparentava ter a força de 8 humanos normais.”, seja lá o que for a força de um HUMANO NORMAL naquele mundo. Além de ser um comparativo vazio, já que a dimensão de forças é baseada em humanos (sendo que eles são humanos do nosso mundo, ou são humanos com outros fatores mágicos? não diz ou fica claro) que não foi detalhada ou descrita no livro, fazendo com que o leitor tenha que completar diversas lacunas deixadas pelo autor, em ambientar de forma mais clara, o que CARALHOS acontece ali. Falando em lacunas...
Personagens
Sou grande fã de desenvolvimento de personagens. Aprecio tanto, que diversas obras audiovisuais que curto, tem esse apelo ou essa característica marcante durante sua exposição dos eventos. E ler esse livro, onde TODOS OS PERSONAGENS SÃO UNIDIMENSIONAIS, me dá uma preguiça inacreditável.
– O protagonista está numa peregrinação em busca de salvar meias-elfas, levando-as para cidade prometida. E tem o passado do protagonista. – Alguém fã dele vai dizer.
Sim, temos o objetivo moral dele de resgatar as meias-elfas e do Arian que está buscando recuperar suas memórias perdidas. Mas e quando ele tem acesso a esses fragmentos importantes sobre sua história, o que acontece? NADA. O personagem não cresce ou se desenvolve de nenhuma forma ao saber dessa informação. Nem impacto ao redor é sentido quando coisas acontecem ou são reveladas. Todos os personagens são apresentados de um jeito e terminam o livro da mesma forma. Não temos arcos de construção, nem mudanças no status quo de alguém. Não temos nenhuma mensagem querendo ser passada durante a leitura, nem construção decente de interesses românticos aqui (coisa supervalorizada pelo autor).
Sabem os animes haréns, em que o protagonista sem graça, consegue atrair diversas gurias (as mais atraentes da região) para serem possíveis namoradas dele no decorrer da temporada? Então...acontece a mesma coisa nesse livro. Personagem apelão, não bonito, misterioso, CAPAZ DE ESPANCAR UMA MULHER QUEBRANDO SUA PERNA E BRAÇO (aconteceu no torneio), tem o seu CHARME para as personagens femininas dessa obra. Parece simplista? Com certeza é. Esqueça das camadas de personalidades que os humanos têm. Quanto mais clichê e simples for o personagem, melhor. Não interessa que o Arian gosta de meias-elfas (loiras, olhos azuis, corpo chamativo), nem dessa busca do próprio passado, ou do trauma que a Kardia tem com a morte da figura paterna dela. Nada ameniza a péssima construção de personagens, principalmente das femininas.
E falando nas personagens femininas do livro...
A banalização do estupro (e da violência geral com as mulheres do livro)
Já comento que não sou purista ou coisa parecida. Não me importo que tenha cenas de estupros ou de violências extremas com personagens femininas nos animes, filmes, novelas, seriados, ou outras formas de entretenimento. Sou critico quando essa situação é usada para BOSTA NENHUMA (SÓ PARA CAUSAR). Antes de começar a descer a lenha NESTA PORRA DESSE LIVRO (eu estava calmo, mas aqui não dá...), vou devolver qualquer replica ou contra-argumentos que possa vir sobre a minha opinião com apenas três perguntas. Essas três perguntas, é um teste básico (famoso) para ver se alguma obra utiliza a ferramenta do ESTUPRO de forma NÃO SEXUAL ou BANALIZADA:
  1. O estupro ocorre do ponto de vista da vítima?
  2. Essa cena de estupro, ela possui proposito de desenvolvimento da personagem em vez da trama ou narrativa?
  3. O abalo emocional da vítima é desenvolvido depois?
Se por acaso, durante a execução desse teste, houve UM NÃO como resposta para qualquer uma das três perguntas, podem ter certeza que a cena em questão, foi escrita só para CHOCAR de FORMA GRATUITA o espectador ou o LEITOR. Então, posso dizer que o livro do Marco Abreu, é uma síntese da MISOGINIA redigida em formato literário. É um NÃO para as três perguntas acima com facilidade, analisando o livro como todo e a representação dessas cenas que são mostradas.
Conforme eu ia lendo, não me chocava com o fato acontecendo em si, e sim da forma que foi descrita toda a violência. Primeiro de tudo, todas as 6 cenas de estupros do livro (sim, em apenas um VOLUME, temos tudo isso da utilização de artificio), ocorrem a partir da visão do Arian, personagem masculino. Já começa totalmente errado. Segundo, os estupros só tem a finalidade de servir como fator motivacional do protagonista para agir contra os agressores. As vitimas são deixadas de lado, para exaltação do feito heroico do nosso protagonista, HOMEM, em salvá-las do perigo. Terceiro, depois que são violentadas, as personagens NÃO APARECEM MAIS NO LIVRO. ELAS SOMEM. NÃO HÁ DESENVOLVIMENTO PARA ELAS E NEM CITAÇÕES POSTERIORES EM OUTROS CAPÍTULOS. Fica na mensagem: “Mais uma donzela é salva. Vamos para a próxima em perigo.”. É muito ruim isso. Quarto ponto, o EXAGERO NAS DESCRIÇÕES quando é uma mulher na cena, em comparação a um homem sendo agredido da mesma forma. Dou até um exemplo. No flashback do Arian, rola estupro da mãe e da filha de uma família que o acolheu quando ele perdeu as memorias. Mas o que aconteceu com o PAI da família? É simples. O vilão desse flashback tem “senso de justiça” e antes de começar a torturar as duas, ele vira para o pai e diz: “Você é muito bonzinho para ver o que vai acontecer daqui para frente”. Facada no coração dele e morre o HOMEM da família. Em um parágrafo, o pai é morto e o vilão, por ALGUM MOTIVO, executou o pai em vez de TORTURA-LO, terminando por aí a violência contra ele. Mas para AS OUTRA DUAS NÃO FOI ASSIM. É nojento, porque foram páginas e páginas de violência contra as duas, com as maiores descrições possíveis (da melhor maneira que o Marco consegue descrever algo), desde de dentes quebrados no soco, facada na perna junto com assinatura do agressor na barriga da vítima com uma espada, fratura no braço, estrangulamento, estupro, morte... É um capitulo inteiro dedicado a isso. Serve para alguma coisa??? PARA NADA. Só serve para chocar ou punheta do leitor (talvez do autor também, não descarto a possibilidade).
E quem dera se fosse só nessas cenas polêmicas. Até nas lutas, o lado “SADISTA” do autor aflora quando tem mulher na parada. “Ele toma uma espadada nas costas e cai morto no chão”, para o caso masculino. Simples e rápido. Agora para o outro gênero: “A espada perfura sua armadura atingindo seus peitos, com o agressor torcendo a bainha, fazendo com que a espada destrua seus órgãos internos, jorrando sangue e agonizando em dor. Ela tenta proteger seu amado enquanto é agredida em seu rosto por socos.” no caso feminino. Detalhado e exagerado. Tenho minhas dúvidas se ele não faz isso de proposito por causa de um rancor amoroso que ele teve no passado.
Também tem a forma que é introduzida todas as personagens femininas no livro. É de ficar batendo cabeça na parede de arrependimentos por ainda continuar lendo isso. “Kadia, com cabelos longos (tara do autor) e pretos, corpo escultural...”, “Lara, loira, olhos azuis, um corpo que chama a atenção dos demais homens enquanto passa.”, “Joanne, mesmo dentro de sua armadura(???), dava para ver sua beleza incomparável a de outras mulheres normais, com um corpo que exalta beleza.”. Já deu para sacar que o primeiro atributo descrito das personagens femininas nesse livro é seu corpo ou beleza. Supostamente, de acordo com o autor, temos personagens femininas fortes no livro. Só que o “forte” para o Marco é no quesito físico, porque NENHUMA DELAS tem características marcantes ou independentes a figura masculina. Nem no teste de Bechdel, as personagens passam. É idiota e superficial. Fica parecendo que estou lendo uma fanfic escrita por um adolescente de 12 anos que nunca interagiu com alguém do sexo oposto.
E puxando o assunto interações...
Diálogos
Aqui fiz um seção especifica para o desastre total que o autor faz pensando que isso seja um dialogo normal entre duas pessoas. Tem muitas conversas nessa história, até demais por sinal. Vai desde de diálogos expositivos onde os dois personagens sabem da informação ou o que está acontecendo, e mesmo assim verbalizam a situação explicando novamente o que houve, para até diálogos dignos de animes ecchi genéricos lançados por aí no Japão. Chega ao absurdo de ficarem três páginas inteiras discutindo sobre qual a raça de cavalo é mais rápida. PARA que quero saber isso?
No entanto, a parada que mais me irritou é a falta de naturalidade na fala de cada personagem. Explico o que eu quero dizer. Quando temos o conhecimento de como os personagens são, como adjetivos, vícios, problemas, comportamento, e outras partes que compõem a persona deles, adquirimos a noção de como o personagem irá falar. Se for tímido, ele vai falar pouco e ocasionalmente na história. Talvez até pausadamente, pensando duas vezes antes de se pronunciar. Se for extrovertido, vão ser linhas e linhas de falas dele, com uma desenvoltura mais solta ao se expressar e verborrágico ao extremo. São exemplos simples e fáceis de entender.
No livro do Marco não se tem isso. Todo mundo fala igual e da mesma maneira. Não há distinção entre um e outro. Se a narração não identificar quem está falando o que, você fica perdido durante a discussão. Apesar da ficha de descrição de cada um dos personagens ser uma linha única, na teoria são todos distintos entre um e outro. Entretanto, quando vão conversar, todos aparentam serem as pessoas mais racionais e calculistas do universo. Pensam demais, teorizam demais, explicam demais:
“Você é muito impaciente Lara. Não se precipite ao atacar”.
Duas linhas depois:
“Devemos atacar a caverna pelo lado direito, discretamente, e aguardar, até os Goblins saírem de perto das prisioneiras, derrubando um por um, assegurando a situação das mulheres – disse LARA”.
A mesma personagem que na teoria é a IMPACIENTE do grupo, arma um plano, calcula probabilidade, é fria/apática ao que está vendo, e tem toda a calma do mundo para explicar um plano para outros personagens sem partir para ignorância de uma vez. As personalidades de todos são iguais, sem distinção alguma. É algo nítido, visto o linguajar extremamente informal e racional que todos assumem na maior parte do tempo.
Em suma, se você já viu vídeos do Marco, vai perceber maneirismos, vícios de expressões e vestígios da personalidade dele nas falas dos personagens do livro. É praticamente o leitor acompanhando um grupo de personagens iguais ao Marco da vida, conversando entre um e outro, sendo os mais prolixos ao falarem, realizando uma missão de escolta para uma cidade qualquer.
Referencias (ou plágios???)
Referencias não é algo ruim. De maneira nenhuma. Muitas excelentes obras, partem de sua ideia inicial de outras histórias já contadas anteriormente. Ter algo para inspirar na sua criação, é bom para sua produção e desenvolvimento.
Não posso dizer que o livro do Arian fez isso de forma “saudável”. Apesar de apresentar algum diferencial em sua estrutura, têm muitos elementos copiados de outros animes ou filmes bem descarados. Desde do passado do Arian, ser extremamente parecido com a do Goblin Slayer, à personagens serem muitos parecidos com obras favoritas do autor, como Akame Ga kill, SAO, Tate no Yuusha,...Tudo é muito familiar, chegando ao ponto de deixar todos os eventos do livro previsíveis. Cheguei a tuitar enquanto lia o livro, chutando o que iria acontecer mais para frente e quase todas as vezes eu acertava o que ocorria, porque tudo era manjado. No momento em que você já assistiu a maioria dos animes citados acima, tudo parece mais do mesmo. A história contada aqui, não tem identidade própria.

Fiz uma seção especial para a personagem, para fazer uma simples pergunta. QUEM É ?
-Ué, mas você não leu o livro?
Li, e é por isso que surgiu a minha dúvida. Ela SUPOSTAMENTE é importante para o protagonista e RELEVANTE para o enredo do livro, conforme citada na sinopse. Então, por que ela não faz NADA durante o livro? Ela serviu para alguma coisa, além de ser um “alivio cômico” em momentos pontuais? Não é atoa que ela é um fantasma, já que ela é invisível até mesmo para o autor que esquece de mencionar ou narrar o que ela está fazendo. Ela só é lembrada quando o Arian está abraçando alguma mulher, e ela faz cara de emburrada (piada de comédia romântica) ou quando o PROTA está ferido gravemente, e ela tem o semblante de preocupação. Só nessas ocasiões que lembram que ela existe e que precisa interagir com a situação. Fica ainda mais crítico depois que começa a batalha dos Goblins. Um quarto do livro ela some, mesmo tendo sido dito que a fica grudada com o Arian 24 horas por dia. Nem citada o que está acontecendo ao redor dela ocorre durante as descrições das lutas. Ela é totalmente descartável nesse primeiro volume. Ela estar ali ou não, faz diferença nenhuma para o enredo. E que nome é esse? É uma tag HTML?
Mais alguns detalhes incomodativos
Vou fazer uma lista para agilizar, até porque já passou de 4 mil palavras e estou tentando colocar tudo nesse texto, o que eu não curti durante a minha experiencia de leitura das Crônicas de Arian.
· A tara do protagonista com Meias-Elfas (alvos primários dos estupros no livro). A justificativa é porque elas não são puras no quesito racial e vivem na margem da sociedade. Porém, só acontece a desgraça com elas. Os MEIOS-ELFOS nem citados são, os coitados.
· Duas páginas escritas para inserir a informação de que bosta de cavalo serve para espantar os Goblins do local, e isso não ser utilizado para nada até final do volume. Foi só encheção de linguiça.
· A alternância de visões dos personagens no foco narrativo entre os capítulos. Não fazia diferença se o capítulo era na visão do Arian ou da Kardia, ou do Dorian, ou da Lara. Tudo levava para o mesmo resultado, sem ter nenhum tipo de aprofundamento enquanto fazia esse tipo abordagem.
· A utilização de palavras pouco usuais da língua portuguesa. Ele ia de uma escrita informal, para formal, depois para cientifica, e seguida voltava para informal. E vários momentos que ele empregava termos mais complexos, de maneira totalmente errada. Se não se garante nem no básico, não arrisca no difícil.
· “Chances baixas de ganharmos.”, “Ele tem chances baixas de vencer”, “As chance são baixas de sobreviver”...era um saco isso a toda hora. Parecia que estava vendo um vídeo do Marco de “Chances de nova temporada para anime tal”.
· As frases filosóficas baratas: “Não tenha medo de errar, repita até ficar melhor, e saiba admitir a derrota.”, “A morte não te ensina nada. Mas se permanecer vivo, pode aprender com seus erros e saber como ganhar da próxima vez”, “Confie em mim, entendo de mulheres, se não se impor um pouco, ela nunca vai te ver como homem. Agora vai lá e joga umas verdades na cara dela, e não aceita um não como resposta”. E são muitas frases. Todas idiotas e nada fica de aprendizagem delas.
· As regras econômicas daquele mundo. Você ganha 100 moedas de bronze por dia trabalhado. Com 10 moedas de bronze não é possível nem comprar um pão, porém com cinquenta moedas, dá para comer bem durante o dia todo(???). Não foi afirmação minha, está descrito no livro. Além de nenhuma noção de economia, o real valor das moedas é um foda-se gigante. Se não tem condições de elaborar um sistema monetário decente, não menciona.
· As insinuações sexuais com crianças. Há cinco momentos no livro que isso acontece e é complicado. De novo, quando aparece isso, você fica refletindo o motivo de continuar lendo o livro.
· O esquema de “pagamentos”. É igual Darker Than Black (quando ativa o poder, tem que fazer algo em troca), só que aqui é pior. A Kadia tem o pagamento de se masturbar(???). O Marko, personagem, tem que transar para fazer o pagamento. A Lara vira uma LOLI (linda, de acordo com livro) como pagamento. Só coisas escrotas e sem função narrativa. Eles não podiam só ficar exaustos quando utilizassem muita mana? Tinha que ter essa mecânica de pagamento?
· O código de barra da missão. Maluco chega numa vila ISOLADA, longe da cidade e me mete essa: “Viemos pela missão 568844EW” WHAT??? QUE BAGULHO É ESSE? É uma chave única de acesso a algum banco de dados? É senha de segurança de cartão de crédito? É a senha automática gerada no caixa eletrônico quando você vai sacar dinheiro? Que negócio ATUAL. Eles estão em um mundo MEDIEVAL, onde não tem comunicação ou troca de informações em tempo real, porém cada missão criada no planeta inteiro, vai ter uma ID única, referente ao local que foi estipulada, e vai valer para todas as cidades, ao mesmo tempo? Como eles validam isso? Que controle eles têm, sendo que não tem um servidor para fazer essa operação? QUE PORRA FOI ESSA?
· Há duas menções, bem rápidas, ao homossexualismo no livro inteiro. A primeira foi durante o primeiro estupro, onde o chefe/vilão do momento se vira e fala para seu capanga: “Você não gosta de homem? Vai se divertir com o segurança desmaiado”. Momento seguinte, o Arian chega e mata todo mundo. Segunda menção foi uma piada que soltaram no quarto arco: “Se fosse um menino de seis anos, aí deveríamos ficar preocupados”. O dialogo se refere a um amigo do Arian, gay, que recebeu a missão de escoltar uma garota de seis anos para a cidade prometida. Basicamente, a imagem de pedófilo/estuprador pode ser associada aos gays por tabela, junto com a mensagem de preconceito sendo passada. NADA machista e preconceituoso. IMAGINA. Só é IMPRESSÃO.
Conclusão
Já dá para notar que não vou recomendar o livro a ninguém. Principalmente, partindo do principio que ele está sendo cobrado para ser adquirido legalmente. Tem no site também, mas a forma comercial está valendo para essa comparação que estou fazendo aqui.
Existem muitos problemas nesse livro, e vários desses poderiam ter sido facilmente resolvidos se tivesse alguém, ou algum editor que confrontasse o autor, demonstrando onde precisa ser melhorado, apontando onde é necessária uma reescrita, tentar novas abordagens na história, etc. Porque parece que o editor é um limitador, censurador, que restringe a criatividade do autor, sendo que na maioria das vezes, ele está tentando ajudar o escritor a organizar melhor suas ideias e sugerindo melhores formas de coloca-las no papel.
A ausência desse tipo de pessoa nessa publicação independente, é muito sentida. O livro é uma bagunça. A ideia central da história está perdida num montante de conceitos jogados ali de qualquer forma, personagens sem desenvolvimentos adequados, repetições de conflitos ou de problemas enfrentados pelo grupo principal (estupros), a falta de preparo e de revisão ortográfica que atrapalha demais a leitura, a falta de originalidade para que transformasse o livro em um diferencial entre os demais, e o principal problema que é a falta de noção dos próprios defeitos que o Marco tem como escritor. Os comentários dele no final do livro deixa nítido a situação. Ele admitir que escreve mal não é o bastante. Durante todo o volume 1, não percebi nenhuma melhora ou tentativa de mudanças. Parece que está falando só dá boca para fora, mas não está fazendo nada para corrigir esse defeito. Só treinar escrevendo, não ajuda em nada. Tem que estudar sobre o assunto, se aprofundar em conceitos de como construir uma boa história, ler outros tipos de livros, memorizar as regras da língua portuguesa (muito importante para ele) e não só ter a noção/consciência dos defeitos, e ainda assim continuar repetindo eles durante a escrita do livro.
Não recomendo ninguém a comprar ou ler o livro As crônicas de Arian volume 1. Nem por diversão vale o tempo.
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